terça-feira, 20 de setembro de 2016

A melhor das fantasias...

... é o amor. 
Sonhado, vivido, amado e correspondido.



"Vita, é bom demais ver o quanto as pessoas se emocionam, torcem e até se inspiram com a nossa história, mas o mais importante disso tudo, é viver e dividir ela com você. Cada palavra escrita foi real, foi como as coisas de fato aconteceram até aqui, mas nenhuma delas, mesmo que usasse o dicionário inteiro, conseguiria traduzir de forma exata a dádiva que é ter você, meu pedaço de céu, minha vida. Agradeço ao cara lá de cima, cada minuto, cada pedaço da nossa história e até mesmo os que pedaços que foram ruins, pois foram eles que realmente forjaram os alicerces do nosso relacionamento. E por um acaso você sabe por que? Pelo simples fato de expor, de deixar transparente que o nosso amor é mais forte que tudo. Desde o início, mesmo que inconscientemente, sabia por que estava batizando você de vita, porque desde aquele, 11 de setembro uma escrava e sua entrega, se colidiram com a minha torre e se tornou minha vida. Amo D+ "
Senhor da Torre



Em meio a tantas surpresas que me foram proporcionadas neste aniversário, todas lindas trazendo alegrias intensas, estas palavras do Dono também me emocionaram muito. Por este motivo as retirei lá dos comentários para postar aqui.



"Meu Dono, não preciso fazer segredo que nosso aniversário de nove anos deu-se em meio a momentos difíceis.
E tive medo que as lembranças que ficassem não fossem as melhores.
Mas, mais uma vez a sua mão me tira do abismo e a cada surpresa que surge, uma alegria nova vai apagando as incertezas de antes.
Uma vez VC me disse que eu podia sim cair no abismo que estaria lá embaixo para me segurar. Obrigada por nunca ter faltado com essa palavra. Por eu sempre ter podido contar com essa promessa, assim como estou contando agora.
Se sou seu pedaço de céu, VC é meu céu inteiro, com um imenso sol brilhante como no início deste blog.
Eu te amo... são apenas palavras, palavras que repetimos muito um para o outro mas temos mais que isso, temos atos, são eles que validam esse amor que nasceu num dia nada promissor, por pura coincidência, 11 de setembro, mas cuja colisão não fez ruir, ao contrário, fez erguer uma torre forte que nada, até agora, conseguiu derrubar.
Ontem, hoje e sempre... te amo."
Sua {Λїta}






quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O dia em que fui mesa...

... e sobremesa.

Comemoração de aniversário

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida


Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva


Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida


E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio


Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive


Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida


Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia


E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida


E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não


Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Todo amor que houver nessa vida

Cazuza/Frejat


E assim foi a comemoração do aniversário. 
Ele tinha preparado a surpresa: a fantasia da escrava em lhe servir de mesa.
E comeu com gosto.
Comeu a comida.
Comeu a mesa.
Depois, foi na vez da escrava beber seu prêmio.
Assim, só para o dia terminar feliz.


{Λїta}_ST




domingo, 11 de setembro de 2016

Ela disse sim

Nove anos de coleira


Esta história começa quando uma submissa já experiente mas ainda assim assustada, andava apressada pela calçada de uma avenida. O Dom com quem estivera negociando por alguns meses já havia chegado ao local combinado e ela estava atrasada. Atrasada, mal arranjada pois tinha acabado de sair do trabalho e ia apressada com suas bolsas de material, correndo, esbaforida, suada, cabelos desalinhados, roupa de trabalho e não se sentindo nem um pouco à vontade para encontrá-lo justo pela primeira vez, naquelas condições.
O celular tocou, ela atendeu e Ele perguntou sua posição para ir encontrá-la pois já aguardava há algum tempo no local marcado.
Após dizer direitinho o lugar ela parou, não precisava mais correr, e logo depois um carro estacionou junto ao meio fio da calçada onde estava. A janela da direita foi aberta e ela arriscou abaixar-se e olhar para dentro. O primeiro impulso foi correr. Aquele garoto não podia ser o Dom com quem estivera conversando!!! O rosto era o mesmo mas nas fotos e na webcam Ele não parecia tão jovem. Dissera ter trinta e quatro anos mas tinha, no mínimo, dez anos a menos. E tão bonito que fez todos os complexos dela saltarem como dragões na sua frente.


"É, vale a corrida" - pensou... E encarou a extensão da avenida à sua frente, mas, ao contrário disso, entrou no carro cuja porta já tinha sido aberta e sentando-se sem jeito, sem saber onde colocar as bolsas, a mão, a cara... ahhhh se coubesse dentro do porta-luvas!
Ele cumprimentou-a com dois beijinhos no rosto. Sorria. A primeira frase dela foi a mais desajeitada que poderia conseguir: "Mas o senhor não tem trinta e quatro anos"... Ele sorriu e pegou algo que deveria ser um RG e que ela só fingiu ver porque na verdade não conseguia enxergar nada que não fosse o sorriso dEle, congelado na retina.
Mais algumas palavras trocadas e saíram dali para o local de destino onde, ao final de uma longa e conversa, ele perguntou: "Agora que já sabe tudo sobre mim, ainda quer ser minha?"
Ela disse sim.

Era o dia 11 de setembro de 2007, uma quinta-feira, início da noite e o tempo havia esgotado. Ele tomou posse rapidamente do que a partir daquele momento lhe pertencia e foi embora.
Ela ainda achava que Ele nunca voltaria. Mas voltou.


Muita coisa aconteceu nesses nove anos. A relação seguiu em frente, consolidou-se. Não sem dificuldades. A distância física, nem tão grande assim, sendo aumentada por outras distâncias da vida que se impunham entre os dois, o que gerou muitas esperas, muitas saudades, muitos desejos reprimidos, muitos sonhos adiados, lágrimas, talvez um rio delas, mudanças de pensamento, de conceitos para aceitar cada situação que surgia e seguir em frente.
Mudanças na vida dEle, mudanças na vida dela e a vida em comum sendo mudada para adaptar-se às novas situações que surgiam...algumas felizes, outras nem tanto.
Em meio a tudo isso surgiu o sentimento que cresceu livre, sem repressões, fazendo extrapolar a situação Dono/escrava. Com o sentimento, mais dificuldades... novos sentimentos adicionais para administrar: ciúmes, insegurança, medos mas, embora algumas vezes tenha sido difícil, jamais foi impossível. Tudo sempre contornado pela vontade mútua de continuar, de não perder o que foi conquistado e construído ao longo dos anos. E sem perder a essência D/s em que se baseou sempre a relação.


As alegrias, sempre intensas. Borboletas no estômago, arrepios na espinha, pisar em nuvens, nenhum dos clichês usados para definir sentimentos de êxtase conseguiriam definir tamanha felicidade.
Acumularam-se tantas lembranças, lugares, sons, cheiros, gostos, músicas, momentos, palavras, atos, imagens... até comida, a comida deles. Fizeram a própria história... com cumplicidade, confiança, amizade e amor.

Tudo isso fez com que toda e qualquer dificuldade fosse superada até aqui. Hoje, novas dificuldades se interpõem nesse caminho. Se vão conseguir superar outra vez, não se sabe. Mas é preciso comemorar e festejar o caminho percorrido. E agradecer.



Senhor da Torre & {Λїtą}_ŞT - 9 anos



domingo, 4 de setembro de 2016

Da série "Na rua para o Dono"


"Desnudo-me para meu dono...
Única.
Retiro dos meus desejos a túnica.
E me abandono!


Mostro-me a ele dono de mim.
E essa luz que de mim emana
É a luz que faz dele assim
O dono de minha paixão insana



Em qualquer rua
Sob quaisquer locais
EU digo: Sou tua!
Tua e de ninguém mais!"

PDR



O poema publicado é mais uma obra do meu querido amigo PDR do blog PEQUENOS DELITOS RENOVADOS, feito especialmente para estas imagens, presente lindo que ganhei. Obrigada, meu amigo! Mais uma vez, enriqueceu, com sua poesia, este humilde espaço.



{Λїtą}_ŞT










terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cativar II

A raposa e o Dono


__ Por favor... cativa-me! -disse ela.
__ Eu até gostaria -disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.


__ A gente só conhece bem as coisas que cativou -disse a raposa. __ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!


__ O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
__ É preciso ser paciente -respondeu a raposa. __ Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...


No dia seguinte o príncipe voltou.
__ Teria sido melhor se voltasses à mesma hora -disse a raposa. __ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... 


Texto: Diálogo entre a raposa e o Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry








quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O brinquedo do Dono

Ele me pega na rua.
Debocha da minha roupa, reclama das minhas meias que o atrapalham a alcançar o destino.
Manda baixar as meias e aí sim, mete as mãos por entre minhas pernas e os dedos procuram o lugar quentinho que ele buscava.
Uma mão no volante, a outra no portal do paraíso.
Ele é assim, safado, bandido quando me bate na cara e me chama de cadela e mocinho quando me coloca no colo e me abraça.
E assim, entre tapas, beijos e outras coisas mais, usa seu brinquedo...

Ele gosta de olhar pelo espelho...


Gosta de ter os pés adorados... a imagem não mente rs


Gosta da escrava ajoelhada à sua frente


Ajoelhada, dando a Ele o que gosta










segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Brinquedos

Dono viajando manda a escrava brincar... ordem dada é ordem obedecida.
E registrada.

Nua
Manoel Bandeira

Quando estás vestida, 
Ninguém imagina
Os mundos que escondes
Sob as tuas roupas.

Assim, quando é dia,
Não temos noção
Dos astros que luzem
No profundo céu.


Mas a noite é nua,
E, nua na noite,
Palpitam teus mundos
E os mundos da noite.

Brilham teus joelhos,
Brilha o teu umbigo,
Brilha toda a tua
Lira abdominal.


Teus exíguos 
- Como na rijeza
Do tronco robusto
Dois frutos pequenos –
Brilham.

Ah, teus seios!
Teus duros mamilos!
Teu dorso! Teus flancos!
Ah, tuas espáduas!



Se nua, teus olhos
Ficam nus também:
Teu olhar, mais longe,
Mais lento, mais líquido.

Então, dentro deles,
Bóio, nado, salto
Baixo num mergulho
Perpendicular.

Baixo até o mais fundo
De teu ser, lá onde
Me sorri tu’alma
Nua, nua, nua…












quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Oração da ex-escrava

Todos já conhecemos a linda Oração da escrava submissa (confira aqui), o que me levou a pensar: por que não ter também uma oração para a ex-escrava, aquela que serviu com inteira dedicação ao seu senhor e não o serve mais? Portanto, aí está, para toda a nossa classe, a Oração da Ex-Escrava...
Oremos (quando precisarmos)...



Oração da ex-escrava

Senhor, fazei com que meu ex-Dono
que retirou minha coleira
entenda que sou a melhor, a única
a escrava mais verdadeira

Mas se Ele não entender, Senhor
infeste de pulgas sua cama
de piolhos, seus cabelos
e por esta que ainda o ama
encrave todos os seus pelos

Que tenha otite, sinusite
resfriado e até diarreia
artrite, amigdalite
conjuntivite e gonorreia


Que, se tiver outra escrava
seja ela um tribufu
tenha corpo de dragão
e um hálito de urubu

Que não seja obediente
não aceite seu comando
pra que Ele fique ciente
de quem sempre o esteve amando

E que ao final da história
Ele chegue à conclusão
buscando pela memória
que sou eu a solução

Que ele broche muitas vezes
até conseguir entender
que sou eu a única escrava
que Ele pode sonhar em ter.

Amém!



Na verdade é apenas uma brincadeira. Que nossos corações nunca endureçam e que nunca precisemos desejar tais coisas a nossos amados Donos (mesmo quando se tornam ex)... rsrs.


{Λїta}_ST




sábado, 13 de agosto de 2016

Ainda comemorando

Dono, faça um pedido:


Agora, apague a "velinha"...


Estulta
Na vulva
A vela avulta

II
Bolo e recheio
a vela no meio

III
Cantando sempre
sonhando ainda
a vela infinda

fogo que se alarga
num infinito presente.

José Carlos Sant Anna,

especialmente para este post.

Obrigada meu amigo poeta!



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Obrigada, Vander Lee

Carta ao meu Dono

Tem artistas que quando morrem são uma perda mas de alguém distante da nossa vida, do nosso universo e lamentamos... quando são bons dizemos que farão falta nesses dias estranhos que vivemos mas este, especialmente este, faz parte da nossa história.
Não sei o quanto é importante para Você mas para mim, será sempre inesquecível o momento em que Você me enviou "Esperando aviões" e disse que era assim que se sentia sem mim... não posso descrever a emoção.
Hoje, eu também me sinto assim sem Você e o fato é que a música continua a fazer parte de nós e da nossa história e esta notícia de hoje, da morte dele, me deixou triste pela música, pela poesia e pelo pedaço de história que tem com a gente e que nunca vou esquecer.




Esperando Aviões
Vander Lee
  

Meus olhos te viram triste

Olhando pro infinito

Tentando ouvir o som do próprio grito

E o louco que ainda me resta

Só quis te levar pra festa

Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras

Eu queria poder te cantar sem canções

Eu queria viver morrendo em sua teia

Seu sangue correndo em minha veia

Seu cheiro morando em meus pulmões

Cada dia que passo sem sua presença

Sou um presidiário cumprindo sentença

Sou um velho diário perdido na areia

Esperando que você me leia

Sou pista vazia esperando aviões

Sou o lamento no canto da sereia

Esperando o naufrágio das embarcações







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