sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Obrigada, Vander Lee

Carta ao meu Dono

Tem artistas que quando morrem são uma perda mas de alguém distante da nossa vida, do nosso universo e lamentamos... quando são bons dizemos que farão falta nesses dias estranhos que vivemos mas este, especialmente este, faz parte da nossa história.
Não sei o quanto é importante para Você mas para mim, será sempre inesquecível o momento em que Você me enviou "Esperando aviões" e disse que era assim que se sentia sem mim... não posso descrever a emoção.
Hoje, eu também me sinto assim sem Você e o fato é que a música continua a fazer parte de nós e da nossa história e esta notícia de hoje, da morte dele, me deixou triste pela música, pela poesia e pelo pedaço de história que tem com a gente e que nunca vou esquecer.




Esperando Aviões
Vander Lee
  

Meus olhos te viram triste

Olhando pro infinito

Tentando ouvir o som do próprio grito

E o louco que ainda me resta

Só quis te levar pra festa

Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras

Eu queria poder te cantar sem canções

Eu queria viver morrendo em sua teia

Seu sangue correndo em minha veia

Seu cheiro morando em meus pulmões

Cada dia que passo sem sua presença

Sou um presidiário cumprindo sentença

Sou um velho diário perdido na areia

Esperando que você me leia

Sou pista vazia esperando aviões

Sou o lamento no canto da sereia

Esperando o naufrágio das embarcações







segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Mais um!

  Meu Dono amado...

Hoje é Seu aniversário. E, desta vez, não vou fazer festinha deixando aqui poesias de outros, presentes virtuais ou outros fatos históricos acontecidos neste dia tão importante e nem mesmo desejar felicidades agradecendo por estar a Seus pés ou dar os parabéns comentando o quanto o tempo lhe tem sido generoso, conservando o rosto e a alma de menino com os aparelhos nos dentes, os brincos nas orelhas, as várias tatoos, a alma brincalhona que são sua marca mas que já foram cantadas em verso e prosa por mim e pelos versos, músicas e palavras de terceiros que usei.
Quero falar desse tempo passado em sua órbita (porque isto são as escravas, são luas que orbitam seguindo as rotas de seus Donos sem nelas interferir).


Durante estes anos acompanhei, torci, vibrei, sofri, chorei, me alegrei, rezei até doer os joelhos por cada causa ou problema Seu e por isto posso dizer: vi acontecer!
E pela nona vez tenho o privilégio e a felicidade de acompanhar e comemorar Seu aniversário. É como se tivesse Te visto crescer.
Tanta coisa mudou em Sua vida, tanta coisa aconteceu, tantos fatos importantes presenciei, mesmo à distância segura em que as escravas são mantidas, pude contemplar o amadurecimento, a transformação, o crescimento e, acima de tudo, o apuramento da Sua alma que a cada dia me enche de orgulho por pertencer a alguém de tanto caráter, de um raro sentimento de justiça, de respeito ao próximo (seja ele o mais humilde) e ao planeta em que vivemos.


E que sabe dar a volta por cima, que sabe rir apesar das adversidades porque confia nas próprias asas... e que asas! Fortes, ligeiras e protetoras; não vi neste tempo nada  que não fosse resolvido pela força dessas asas.
Aprendi, também, a confiar nelas porque, mesmo nos momentos em que eu parecia cair no abismo elas estavam lá para me segurar ainda que eu estivesse quase lá no fundo e o terror da queda já me tomasse, me traziam de volta. E não foram poucas as vezes.


Neste dia do seu aniversário, quarenta e três anos, não estaremos juntos. Você estará com pessoas que têm prioridade em sua vida, que fazem parte integrante dela não apenas orbitando à sua volta.
Mas, para uma lua, é um dia feliz, porque é demasiado importante para mim o dia em que meu Astro nasceu, sob o signo de Leão, ainda sem saber de toda essa história, mas, talvez, destinado a ela, se é mesmo verdade que o acaso não existe.
E sua lua, orbitando, brilha intensamente neste dia, para Te dar ainda mais luz.


Feliz aniversário, Senhor da Torre!


Diante de tal alegria só posso agradecer a Deus por presenciar mais este Seu aniversário e por todas as coisas que, em minha órbita, venho presenciando.

Beijos da sua lua {Λїta}_ST







domingo, 24 de julho de 2016

24/7 - Dia Internacional do BDSM



O Dia Internacional do BDSM foi criado em 2003 por um dos proprietários do clube BDSM de Barcelona, Rosas 5, que surgiu com o conceito de celebrá-lo na data que corresponde ao símbolo usado para as relações 24/7, dentro da comunidade BDSM.

Muita coisa aconteceu desde 2003 e o Dia Internacional do BDSM vem ganhando mais e mais atenção a cada ano. Graças à internet, a literatura e a mídia em geral, agora sabemos mais sobre BDSM do que há treze anos.

Mas ainda há pessoas ao redor do mundo que perdem a custódia de seus filhos em processos de separação por serem praticantes de BDSM. Ainda há pessoas que são discriminadas por causa de sua orientação sexual e ainda há países que não permitem BDSM.

Há até mesmo aqueles que ainda acreditam que as pessoas que se envolvem em BDSM, são mentalmente instáveis.


Então, se você ainda tem dúvidas sobre por que deveria haver um dia especial para praticantes de BDSM, olhe novamente para as razões mencionadas acima.

Fonte:
Island of Pain - baseado em texto de Stoltz Sinatra




Independente de como o mundo lá fora nos julgue, desejo a todos os leitores, praticantes ou simpatizantes, um feliz Dia Internacional do BDSM, com muitas alegrias e que continuemos evoluindo, vivenciando o BDSM e tendo muitos prazeres com ele.
E que possamos extirpar ao menos do nosso meio o preconceito, vivendo e deixando viver, gozando e deixando gozar, alegrando-nos com a evolução de uns, compreendendo as limitações de outros, entendendo que buscamos todos a felicidade e irmanando-nos nesse nosso delicioso (sub)mundo.

Feliz 24/7 - Dia Internacional do BDSM!


E ao meu Dono amado, Senhor da Torre, por quem sou, estou, sirvo e pratico BDSM, felicidades por este N/nosso dia, que ele continue se repetindo por muitos e muitos anos.


{Λїtą}_ŞT




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Na espera...



Cadela vira-latas
Maria Quitéria


Abro as pernas, enlouqueço de tesão
penso em você... sobre, dentro
me masturbo com a mão
metendo o dedo no centro

Eu me fodo e gozo
escorro lágrimas e mel
e o que deveria ser gostoso
tem aquele gosto de fel


É que eu te quero comigo
me penetrando nos meios
com a língua no meu umbigo
e mordendo o bico dos seios

É que eu te desejo em minha toca
na cama da loba que arreganha
que te persegue e foca
tuas indecências na barganha


com tantas outras e eu me pego
de olhos fechados e gemendo
uns espasmos que eu não nego
são pra você que está metendo

com a puta do momento
enquanto eu me aporrinho
e dois dedos arrancam o tormento
de um gozo mal fodido, sozinho...






sábado, 16 de julho de 2016

Oração da escrava submissa



Dá-me a força, para responder as perguntas insondáveis.
Dá-me o entendimento, para saber do que ELE precisa.
Dá-me a mansidão, para reter as más respostas.
Dá-me a serenidade, para O servir em paz.


Dá-me o amor, para me mostrar inteira à ELE.
Dá-me a ternura, para O consolar.
Dá-me a luz, para nos mostrar o caminho.
Dá-me a sabedoria, para ser para ELE uma riqueza.


Seja eu capaz de LHE mostrar, em cada dia, pela minha servidão, o meu amor.
Seja eu capaz de LHE de me abrir, para LHE pertencer completamente.
Sejam os meus olhos capazes de LHE exprimir o mesmo respeito sentada ao SEU lado ou prosternada aos SEUS pés.


Seja eu capaz de ser mulher e aceitar graciosamente o meu castigo.
Seja eu capaz de aprender a ir além de mim para LHE agradar.
Concede-me o poder de me entregar por inteira à ELE.
Dá-me a força para criar o SEU prazer e o meu.


Seja-me permitido que eu ame a mim mesma, amando-O.
Dá-me a paz de O servir.
Porque o meu desejo mais profundo, o meu desejo mais alto é completar a vida DELE, como ELE completa a minha.


Amém.





Fonte da oração: Internet



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Pedaços de mim

Alma de mulher


Nada mais contraditório do que ser mulher...
Mulher que pensa com o coração, 
age pela emoção e vence pelo amor. 
Que vive milhões de emoções num só dia 
e transmite cada uma delas num único olhar.


Que cobra de si a perfeição e vive 
arrumando desculpas para os erros,
daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas, dá à luz
e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gera.


Que dá as asas, ensina a voar, mas que não quer ver partir
os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda
que seu amor nem perceba mais tais detalhes.


Que como numa mágica transforma 
em luz e sorriso as dores que sente na alma,
só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte para dar os ombros 
pra quem neles precise chorar.


Feliz do homem que por um dia souber,
entender a Alma da Mulher!
(Lucinete Vieira)


A todas as mulheres, especialmente às submissas...

{Λїta}_ST




sábado, 9 de julho de 2016

Sobre a verdade no BDSM



"A pior verdade é sempre melhor que a melhor mentira".
Este sempre foi meu lema até que a vida e a maturidade me ensinaram que nem tudo é tão preto no branco assim, afinal, entre um e outro há inúmeros tons de cinza. A maturidade nos torna mais flexíveis em relação ao mundo, às pessoas, a nós mesmos mas isso não adianta explicar, só vivendo para saber.
O fato é que nem toda mentira é tão mal intencionada e a  verdade indigesta é que, em algum momento, todos mentimos.
E depois desta descoberta "genial" passei a classificar a mentira em quatro grupos.
- A mentira de sobrevivência: muito usada para sair de uma situação comprometedora. 
- A mentira caridosa: É quando a verdade vai fazer mais mal do que bem a alguém, vai magoar ou ofender.
- A mentira cuidadosa: É quando a verdade vai fazer alguém sofrer de fato e esta é muito próxima da mentira caridosa também.
- A mentira destrutiva: É a mentira desnecessária, a que destrói, que traz decepção e que faz com que percamos a confiança em alguém.


Algumas pessoas mais radicais diriam que qualquer mentira é destrutiva e que nunca mentem. Se você está nesse grupo pare, respire, pense um pouco e vai descobrir que contou alguma mentirinha ontem ou talvez na semana passada.
Não, este texto não é para fazer apologia à mentira. Continuo acreditando que a verdade é sempre melhor e mais benéfica que qualquer mentira mas temos que reconhecer que a mentira, em certos momentos, facilita a convivência. Imaginem se só falássemos a verdade o tempo inteiro, nua e crua, sempre...
..."E dizer para a amiga que ela engordou muito e questionar como pôde se descuidar assim; que o vestido novo de uma outra é de péssimo gosto; que seu novo corte de cabelo não lhe caiu bem... a um amigo que se reclamasse menos da vida e se esforçasse mais na certa teria mais sucesso; ao chefe que chegamos atrasados porque no fundo a cama estava ótima; ao professor que não terminamos aquele trabalho porque a namorada estava em casa; à mãe que o almoço de domingo não estava tão saboroso assim"...  enfim, em alguns momentos, mentimos.


Alguns diriam que, mesmo nesses casos, a verdade é o melhor caminho, inclusive porque trata-se de franqueza. Eu penso que a franqueza mal administrada está muito próxima da falta de educação, da falta de gentileza e de bondade com as pessoas com quem convivemos. Ou seja, deixando de lado a auto defesa e a hipocrisia, mentimos. E sempre haverá uma justificativa para essas mentirinhas inocentes que chamamos de pretextos, desculpas, omissões mas que no fundo são o que são: mentiras.
Entretanto, se há algum momento em que a mentira nunca é bem vinda e sempre desnecessária é nas relações BDSM.
Nestas, estando os papéis muito bem definidos, a transparência é essencial. E por quê? Acaso estas relações são melhores que as outras? Não. Mas são relações onde a base tem que ser a confiança. E é óbvio que a base de qualquer relação deve ser esta nas sem confiança uma D/s, por exemplo, não funciona. Tudo transforma-se em um grande engodo. Um finge que manda, o outro finge que obedece e segue-se um sem fim de inverdades que, ao final, podem fazer tudo ruir.


Que necessidade tem um Dono de mentir à sua escrava se ela é de fato uma escrava e está ali para obedecê-lo e aceitar suas determinações, sejam quais forem, porque assim aceitou entrar na relação?
Que necessidade tem uma escrava de mentir a seu Dono se ele está ali não só para usá-la mas para ajudá-la a crescer na submissão e é seu dever, portanto, ouvi-la, entendê-la, aprimorá-la?
Por muito tempo acreditei que ser a melhor escrava, a que nunca reclama, a que apenas serve sem nada questionar seria o protótipo da escrava perfeita. Quanta pretensão! E quanta mentira nessas atitudes porque à medida que nos calamos diante de coisas que nos fazem realmente mal estamos não só mentindo mas trabalhando contra nós, contra nossa felicidade.
Não é o caso de ficar de mimimi a todo momento, isto é diferente. Mas de dizer, com o devido respeito, aquilo que realmente nos incomoda. 
Ninguém é perfeito, estamos em um caminho de aprendizado, sempre. Nunca estamos prontas. 


Então, se posso dizer algo a pessoas que têm relações desse tipo é: sejam transparentes, límpidos como a água mais pura.
Aos Donos, não escondam nada de suas escravas. Confiem que elas terão o discernimento suficiente para compreendê-los em qualquer circunstância. E se não tiverem, trabalhem isso nelas. Se não conseguirem, repensem a submissão delas ou sua própria dominação.
Às submissas e escravas, não soneguem sentimentos a seus Donos. Falem, com o respeito necessário, mas abram o coração. Seu Dono deverá ser compreensivo o suficiente para entender seus medos, suas inseguranças e lhes ajudar nisso. Se ele não puder fazer isso repense sua própria submissão ou a dominação dele.
A transparência cria intimidade, confiança, cumplicidade. Sem isso, nada faz sentido. E tem que vir dos dois lados, a verdade não obedece hierarquias, ela é soberana e tem algo de místico, de inexplicável porque não importa os caminhos que tome, ela sempre vem e nos encontra.


{Λita}_ST 




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Falsa submissão

Você já leu sites, blogs, se informou, talvez tenha até criado um perfil em uma rede social e ido a algumas festas para entrar em contato com o universo BDSM.


Mas, uma dúvida ainda a atormenta: serei mesmo uma submissa? O que preciso para ter certeza se quero mesmo ser uma?
Suas dúvidas têm razão de ser. Você tomou conhecimento desse universo paralelo onde tudo é diferente do que viveu até agora, vislumbrou a possibilidade de ter um Dono , de ser posse de alguém mas para isso sabe que terá que avaliar em que isso muda ou influencia sua vida.


Como conciliar? Afinal, você sempre se considerou uma pessoa determinada, às vezes, até mesmo autoritária. Talvez uma líder em seu grupo acadêmico, de amigos ou com um cargo de chefia no trabalho, o qual desempenha muito bem, e, no mínimo, pode ser que seja a provedora em sua própria casa, com autoridade sobre os filhos e  total controle dos problemas domésticos.
Então, como conciliar esse novo desejo de submeter-se a alguém com sua personalidade forte, marcante e, em alguns casos, até dominadora? Como não deixar que isso prejudique outros aspectos de sua vida como trabalho, família, amizades?
A possibilidade de conviver com esses dois lados tão diferentes pode deixá-la em dúvida quanto a sua própria predisposição para a submissão.


Estarei mesmo preparada para essa vivência? Terei mesmo aptidão para obedecer a alguém, servir, entregar-me?
Primeiramente, leve em consideração que se é submissa a alguém, não ao mundo e a todas as pessoas. A submissa entrega-se a alguém que escolheu porque essa pessoas reúne qualidades que lhe causem admiração, respeito.
Portanto, o fato de ter uma personalidade forte e até dominante na vida baunilha, não significa que você não possa ser uma submissa dentro do jogo D/s do BDSM.
Um Dono responsável terá comando sobre você. Sua família, seu trabalho, suas amizades fora do BDSM estarão fora do domínio dele.


Mas, ainda assim, sua dúvida permanece. Como saber se tenho mesmo predisposição para submeter-me a alguém? Será preciso me entregar primeiro, por a mão na massa para saber? Terei algum meio de descobrir isso antes de entrar em algo de que venha a arrepender-me depois?
Sim, há meios de saber. As respostas estão em você mesma, basta fazer as perguntas certas, refletir e conhecer-se.


Conhecendo a si mesma

O primeiro passo para reconhecer-se submissa é o auto-conhecimento. Para saber o que quer, o que é, é preciso que você se conheça. Que reflita sobre seus desejos, seus anseios, sua vida pregressa e seus objetivos para o futuro. Sobre o que espera de um relacionamento a dois, se tem real vontade de experimentar novas experiências, conhecer novos conceitos e vivenciá-los e do que está disposta a abrir mão em favor disso.

Uma relação D/s demanda uma mudança de comportamento, de pensamentos e conceitos e é importante estar aberta ao novo, não apenas a novas experiências mas também a novos estudos e observações que irão ajudá-la na descoberta desse novo mundo que se descortina à sua frente.
Tudo isso não envolve apenas ter um Dono, mas inserir-se em um universo onde tudo gira em torno do jogo de poder e onde você, enquanto submissa, não terá esse poder. É necessária uma grande quebra de paradigma, principalmente para mulheres modernas, independentes e auto-suficientes. No entanto, essa é uma escolha sua, pessoal, e ser auto-suficiente, ao contrário do que possa parecer, irá ajudá-la nessa escolha.


Submissas necessitam equilíbrio emocional, boa autoestima, personalidade forte, firmeza nas decisões  porque o processo demanda uma grande mudança na maneira de se relacionar  e, não vamos te enganar pintando isso em tons de rosa, é um processo difícil mas muito compensador.
Sendo assim,  uma das maneiras de chegar ao que você deseja que é saber se tem aptidões para a submissão é a reflexão, o mergulho em si mesma para conhecer-se enquanto ser humano, enquanto mulher e, ao mesmo tempo, descobrir a submissa que mora em seu interior, mesmo que ainda em estado bruto, apenas pelo desejo que a move, mas pronta para ser lapidada.
Um dos primeiros passos é descobrir seus motivos. Vamos conversar um pouco sobre a falsa submissão...

Reconhecendo a falsa submissão


No meio, é comum vermos chegarem todo os dias mulheres de diferentes idades com o seguinte discurso: "Sou submissa e quero um Dono que me trate como sua jóia mais preciosa, que me respeite, que me valorize e cuide de mim".
Parece um discurso bonito e até simpático, você talvez até identifique-se com ele. Uma mulher que sabe o que quer e  que é direta em suas exigências sem ser arrogante. Mas será que esse é mesmo o discurso de uma submissa? Diríamos que não.
Ela revela ali tudo o que espera de um Dono mas não diz o mais importante: o que ela está disposta a dar a ele para conquistar o que pediu...


Submissão demanda entrega e doação e,  quando o desejo existe, parte de uma necessidade sua. Não o desejo de ter um Dono, mas primeiramente o desejo seu, pessoal, de servir. O Dono, o pertencer é a realização desse desejo que vem de você.
A falsa submissão é ditada por motivos diversos que têm muito mais a ver com interesses próprios que com o real desejo de servir.
Alguns desses motivos são carência afetiva, necessidade de se enquadrar em um grupo, necessidade de se destacar vivendo algo fora dos padrões da sociedade, busca por um sexo diferente, procura de namoro ou casamento camuflado em vivência de submissão, entre outros.


Os motivos citados acima podem levar pessoas a procurarem a submissão como saída mas não são os motivos corretos; é o que chamamos de falsa submissão, cujo objetivo não é servir; é servir-se da submissão para alcançar outros intentos mesmo que, na maioria das vezes, não se tenha consciência disso.
O desejo de "ter um Dono que cuide de mim" pode camuflar no fundo uma carência afetiva que nada tem a ver com submissão. E carência afetiva não é aptidão para a submissão. Uma pessoa carente quer ser amada, protegida, cuidada e é fato que um Dono também pode amar, proteger  e cuidar mas também precisa ser cuidado, atendido e obedecido em coisas que demandam força e equilíbrio emocional.


Pessoas com carência emocional , assim como as que iniciam uma D/s com o pensamento de transformá-la, mais adiante, em um namoro ou algo parecido, estão sujeitas a nunca encontrarem a verdadeira satisfação na submissão porque o que buscam é alguém que preencha essas carências e uma submissa precisa estar apta a doar-se. Se ela tem lacunas a serem preenchidas, se lhe falta algo, não tem como doar o que precisa.
Sabemos que submissão não é uma tábua de salvação para ninguém, muito pelo contrário, para quem já vinha se afogando, ela pode ser a pedra que leva ao fundo do poço.


Muitas vezes, somos nós mesmos quem nos enganamos , e não o outro. São as nossas expectativas, o nosso desejo e nossa mente que criam um cenário perfeito e nos colocam no centro dele, tornando-o quase real para quem está imerso nele. Separar a ilusão da realidade, não é uma questão de ser submissa ou não, mas sim, de ser uma pessoa adulta que não pretende viver fora da realidade.


Há casos de pessoas iniciarem uma D/s com o pensamento de transformá-la, mais adiante, em um namoro ou algo parecido.  O objetivo da D/s está longe de ser esse. Lembre-se, um Dono não é um namorado e, muito embora às vezes possa agir naturalmente como um, as bases de uma relação D/s são diferentes das de um namoro... e não cabe aqui evidenciar essas diferenças, mas, a essa altura, você já compreendeu que tratam-se de relacionamentos distintos.


Reflita, então, sobre seus verdadeiros motivos para aventurar-se na submissão...


{Λїtą}_ŞT & luara







domingo, 19 de junho de 2016

Quando um amigo...


... diz em um poema tudo que gostaríamos de ter dito:


GEOMETRIA DE TUAS FORMAS

"És a transversal dos limites do meu eu
A bissetriz que me disseca em dois corações
Um que é metade teu
E o outro, escravo de tuas paixões.


És a diagonal que faz a simetria
Entre meu cérebro e meu coração.
Um te ama em demasia
O outro faz de ti, sua própria razão.


Tornaste meu coração meu centro de gravidade
Que me divide e deixa minha alma nua.
Metade de mim se equilibra em igualdade
A outra metade insiste em ser só tua.


És a geometria dos meus espaços e arestas
Retas, ângulos, curvas, pontos e traço.
És Senhor de minhas linhas e minhas frestas 
Razão dos caminhos que eu mesma faço."

                                            
                 PDR, 2012


Agradecimentos  muitos especiais ao queridíssimo amigo PDR  do blog PEQUENOS DELITOS RENOVADOS por ter escrito este primor de poema e por ter generosamente cedido para eu postar aqui, pois reflete todo o meu sentimento.







quarta-feira, 15 de junho de 2016

Recadinho:

Porque algumas coisas não têm preço


Bom dia amor da minha vida.
Feliz dias dia namorados!
Pq vc,  além de tudo,  também é minha namorada.
Te amo


Recebido em 12/06/2016


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