domingo, 12 de junho de 2016

Ao fim da espera - parte II - A surpresa

A Cerimônia das Rosas

Ela nada conseguiu responder, tudo que fez foi emitir outro suspiro. 
A espera, a expectativa daquele momento e os medos que a tomavam, além da excitação, apertavam sua garganta na mesma medida em que a arrepiavam de alto a baixo.


Segurando sua cabeça por trás ele tocou-lhe o queixo, levantando-a, e beijou sua testa. Em seguida passeou por todo seu corpo com as pontas dos dedos, arrancando-lhe suspiros e fazendo toda a pele arrepiar-se enquanto o corpo queimava de excitação. Ao tocar-lhe as partes íntimas confirmou o que já sabia, ela estava úmida e pôde ouvir o suspiro dele desta vez, que colocou os dedos em sua boca para que sentisse o próprio gosto.


Ela ia tendo sensações indescritíveis diante da privação do sentido da visão mas ainda estava ansiosa sobre o que viria depois... um castigo? Não se lembrava de ter feito por merecer...


Em seguida ele tirou-lhe a venda e acendeu uma luz que ela identificou como fraca, antes de perceber que eram luzes de velas que ele ia acendendo para iluminar o ambiente dando à sala uma atmosfera de magia entre os móveis antigos e a iluminação.
Emocionou-se ao começar a identificar para o que aquele local fora preparado: havia, numa mesa de canto e dispostas nela, uma rosa branca semi-aberta, uma rosa vermelha um pouco mais aberta que a branca e ao lado um belo vaso, sem flores.



Mal podia acreditar no que estava acontecendo... Ele estava preparando a Cerimônia das Rosas!
A Cerimônia das Rosas é realizada por um casal D/s que opta por permanecer juntos e esta é a declaração simbólica de seu compromisso.

A rosa branca ainda não aberta, simboliza a submissão. A cor branca representa a pureza de seu presente, e o fato de ainda não ter aberto, que a submissão ainda não atingiu seu complemento. E nunca vai. A submissão pode ir sempre mais fundo, sempre crescendo e a submissa nunca vai chegar em um ponto em que não possa dar mais um pouco a seu Dominador.


A rosa vermelha, quase totalmente aberta, significa a Dominação. O vermelho significa a paixão e desejo dele de protegê-la e possui-la a qualquer preço, mesmo que para isso ele tenha que derramar o seu sangue. A rosa esta aberta simbolizando o fato dele estar maduro e pronto para assumir suas responsabilidades.


Ele gentilmente pegou-a pela mão e levou-a até a porta e só então ela percebeu que uma passadeira fazia o caminho entre a porta e a mesa. Entregou a ela com cuidado a rosa branca pois continha espinhos no caule, segurou a vermelha e juntos caminharam em silêncio até a mesa, onde ficaram de frente um para o outro.


Ela tremia como uma noiva no altar. Era muita emoção nessa surpresa totalmente inesperada.
Somente o casal participa da cerimônia. Ela carrega a rosa branca, não muito aberta. Ele carrega ua rosa vermelha, quase totalmente aberta. Ambas as rosas têm espinhos em seus caules e foram colhidas há pouco tempo, como dita a liturgia da cerimônia.

Ele, então, diz: "Minha escrava, a partir desse momento tomo seu destino em minhas mãos, para sempre protegê-la e guiá-la como minha propriedade, minha joia preciosa".

Com o espinho de sua rosa vermelha ele pica o dedo do meio dela e deixa duas gotas de sangue cairem sobre sua rosa branca. Ela então oferece o espinho de sua rosa e ele fura seu próprio dedo e deixa duas gotas de seu sangue cairem sobre a rosa branca.


Uma em outra pétala e outra em cima da que contem o sangue dela. Os dois unem então os dedos e fazem sua promessa de união pelo sangue. "Faço desse ato o símbolo de nossa união e que nesse momento toda a energia de nossos corpos se unam, fazendo eterno nosso Amor".


As rosas são colocadas juntas deixando que o sangue da dela beije a rosa dele, e então são trocadas. As rosas irão para um único vaso e mais tarde ao quarto do casal onde poderão contemplar sua união durante aquela noite.


Depois dividem seus sonhos e expectativas enquanto arrancam as pétalas e acondicionam juntas em uma caixa. Estas pétalas são mantidas pelo resto de suas vidas e, muitas vezes enterradas com eles.



 Após todas essas vibrantes emoções, partiram para o leito, onde uma noite inteira de delícias estava apenas começando...
Ela jamais teria ousado sonhar com tal surpresa e este é um dos temperos mais sublimes da submissão, a surpresa, aquilo que recebemos sem nada pedir ou esperar acabam por transformar-se em presentes mais valiosos que qualquer tesouro.



{Λїta}_ST


* A Cerimônia das Rosas faz parte da liturgia BDSM e pode ser consultada no Reino de Ka






segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ao fim da espera


Ela estava chegando ao local combinado. Ele nada dissera a não ser que estivesse lá na hora marcada às oito da noite em ponto.
A rua era um tanto deserta e ela, por isso, teve certo receio e a sensação de estar sendo observada. Chegou mesmo a sentir um certo arrepio que sabia claramente não ser de frio.


Apesar de tudo isso a excitação tomava conta de seu ser. Inteiro.
"O que ele estaria preparando?"
Um carro parou no meio fio em frente a ela. Um táxi. O motorista fez sinal que entrasse e ela resistiu mas a menção da palavra "Boss" era o código para que confiasse e fosse a qualquer lugar com aquele homem.


Rodaram por meia hora e ela estava muito nervosa e excitada para prestar atenção no caminho.
Pararam em frente a uma casa e, depois de ouvir que a corrida estava paga e saber pela voz do motorista que praticamente não abrira a boca durante o trajeto, que deveria entrar.
Olhou a grade antiga que rodeava a casa, abriu o pesado portão de ferro e entrou, olhando as roseiras meio mal cuidadas que deveriam enfeitar o pequeno espaço entre o portão e a porta da casa.


Bateu na porta e esperou. Como não obtivesse resposta, girou a maçaneta por saber que deveria entrar, disso estava avisada.
A sala estava vazia, e na penumbra, já que a iluminação vinha apenas do poste na rua, conseguiu visualizar móveis meio antigos, pesados... a casa certamente era antiga e pertencera a pessoas mais idosas porque, no momento, parecia não ter moradores.
Não pode perder muito tempo com observações, sabia que devia seguir suas ordens para casos assim. Tirou cuidadosamente toda a roupa, colocou a coleira no pescoço, a venda nos olhos e sentou no meio da sala, em nadu, a posição que ele gostava de encontrá-la quando chegava.


A partir disso ela ficava sempre tensa, um dos sentidos privados, a visão, a deixava em alerta, nervosa. Indefesa, por estar nua mas totalmente à espera dele sentada em nadu.
Nesse instante pressentiu um movimento, depois disso um cheiro impregnou o ar... o perfume dele combinado ao cheiro característico do corpo que criavam uma mistura embriagante.


Suas narinas se abriram como as de uma cadela farejando o Dono.
À medida que sentia a aproximação dele, arrepiava. O toque, muito de leve em sua nuca a fez sobressaltar-se e retesar-se inteira. Mas, nesse momento, sentiu que estava molhada.
Como ele conseguia isso sem nem mesmo tocá-la?
Sem querer, suspirou com esse pensamento, um suspiro de resignação, talvez, por sua incapacidade em resistir a ele.
E, finalmente, o ouviu:
_ Por que o suspiro, minha cadela?


O simples som da voz dele a fez quase desfalecer. Ele chegara e agora sim se revelaria o motivo para ela estar ali; servi-lo. 
Por isto esperara. Para isto se cuidara. Para isto, nesse momento - pensava - existia.

(Continua)...


{Λїta}_ST 


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Me lambe, me come...

O poema abaixo foi presente da minha querida amiga Leoa, do blog Overdoses Of Orgasms - Um delicioso manual para a sua vida ficar mais gostosa e picante - e com todo o gosto o ilustrei com fotos N/nossas para o deleite dos leitores nesses versos picantes que ela sabe escrever como ninguém.
Obrigada, Leoa! Reproduzo sua generosidade presenteando meus leitores com sua deliciosa poesia erótica...



ME LAMBE ME COME

Com autoridade manda que eu me ajeite
Me xinga e grita, reclamando de fome
Me pega e bate, me lambe e come
Me deixa insana com tamanho deleite.


Diz: " Abre a boca, vou gozar na sua cara"
Me põe a mamar como se eu fosse ovelha
Enfia tudo tão forte em minha grelha
Saciando todos nossos fetiches e taras.


Socando bem fundo quer me arrombar
Com a xotinha inchada de tanto atolar
Ainda me ordena a tocar siririca.


Entrando, saindo, pincelando a beira
Puxando o cabresto da minha coleira
Me faz engolir a porra da sua pica.





terça-feira, 24 de maio de 2016

Nem só de sexo selvagem...

... vive o BDSMer!


Hoje vou falar diretamente com meus amigos da blogosfera. Aqueles que me seguem e são seguidos por mim. Que me visitam e a quem eu, com muito gosto, visito também. Que comentam ou não minhas postagens e a quem retribuo na medida que posso mas sempre com muito prazer.
Sempre achei que é essa interação que nos estimula a continuar, a escrever, a contar histórias, a mostrar coisas. Quem escreve blog e põe no ar para não ser lido? Ninguém... e seria hipocrisia dizer o contrário.

Meu blog foi criado em 2007 e antes deste eu tinha outro onde contava e relatava também a história da relação anterior, aliás, com muito mais detalhes e muito mais fotos, o que constatei ser um erro e erros não devem ser repetidos. Mas, naquela época, meu blog era seguido em sua maioria por pessoas do mesmo meio que eu, o meio BDSM. E essas pessoas, naturalmente, consideravam normal o que eu postava, era fácil para ela entender certas posturas, certas práticas e os relatos e fotos, no geral.

Hoje, depois do aparecimento das redes sociais fetichistas onde se agrupam essas pessoas, os blogs caíram em desuso. Muitas pessoas pararam de postar neles, outras os tiraram mesmo do ar. Na rede social é mais fácil, mais tranquilo, estão entre iguais que vão compreendê-los (embora nem sempre seja fácil encontrar unidade lá também), mas o fato é que por conta dos perfis nessas redes as pessoas do meio pararam de postar em blogs. 


Diante disso, ao retornar com o meu blog, fora do ar por quase três anos devido a uma ordem do meu Dono (que, aliás, configurou-se para mim como um castigo), voltei. E lá não estavam mais os blogs dos praticantes, Eu sabia disso mas resolvi continuar e interagir com as pessoas que encontrasse. E encontrei (e me encontrei) entre pessoas que postam sobre sexo, poesia, sentimentos, até sobre moda, ou seja, os mais variados assuntos, o que é muito bom, essa diversidade faz com que as coisas não sejam monótonas.

Entretanto, em meio a pessoas tão diferentes, algumas muito sensíveis, poetas inclusive, as coisas que eu posto podem acabar chocando um pouco. E sei que sim porque estas pessoas manifestam isso abertamente nos comentários e, por isso, quero agradecer. Agradeço porque todas essas manifestações vêm imbuídas de muito respeito.

Não estou aqui para mostrar um mundo cor-de-rosa porque o BDSM definitivamente não é. Aliás, é por essa "pintura" que muitas pessoas se aventuram no meio e saem decepcionadas e até machucadas, não só fisicamente como emocionalmente também. Sendo assim,  a verdade do que vivo é o que mostro aqui. Sim, não são só flores. Sim, tem espinhos. A questão é que gosto disso e agradeço a quem consegue, mesmo sem entender, mesmo sem querer isso para si, respeitar. E vir aqui visitar, comentar... vocês são inestimáveis para mim.

Outrossim, ainda há algo que preciso esclarecer. 
O BDSM tem sim uma pegada mais forte, mais "violenta", não negaria isso. São os fatos e não há motivo para escondê-los.
No entanto, fazer sexo com carinho, com  preliminares, com doçura é bom para qualquer pessoa, ainda que seja praticante de BDSM, que não tem que ser só "porrada" e sexo selvagem o tempo todo.
Existem momentos e momentos, principalmente dentro de uma D/s (relação de Dominação e submissão onde um manda e o outro obedece) que, diferente do SM puro (relação entre o sádico e a masoquista onde o viés é o desejo de receber dor de um e de infligir dor do outro).


As D/s são relações mais completas onde cabem outros momentos de puro carinho, cuidados, amor e quaisquer sentimentos e ações de casal "normal", respeitando-se sempre a hierarquia, o conceito de que um manda e o outro obedece.
Alguns costumam chamar esses momentos de momentos baunilha, sexo baunilha, passeios baunilha...
Meu Dono não concorda com essa premissa dizendo que esses momentos que costumam chamar de baunilha só acontecem conosco por pura vontade e concessão dele, portanto, são D/s como quaisquer outros.

Nomenclaturas à parte, os momentos acontecem e são muito apreciados.
Gosto muito, assim como vocês, de sexo mansinho, cheio de carinho e isso toma até outros contornos para quem pratica BDSM porque, por não ser usual, acaba tornando-se algo diferente, muito bom e muito desejado também. Ou seja, nem só de sexo selvagem vivem os BDSMers, era o que eu queria esclarecer também.

No mais, agradeço mais uma vez a presença amiga, a interação, a compreensão e espero que estejamos juntos por muito tempo trocando e mantendo essa amizade que, embora virtual, me faz muito feliz, E peço perdão por qualquer coisa que tenha ou venha a chocar vocês,


Beijos de {Λїta}_ST 








quinta-feira, 19 de maio de 2016

Champagne


"...Como um “drink” para a alma 
e sendo para a alma te traz, 
embriaga-me esta chuva.


Ainda contida, 
mais uma poesia brilha na minha retina. 
E mesmo que daqui, do décimo primeiro piso, 


todo pingo seja ainda inteiro, 
é certo que depois vira leito..." 

Cissa Oliveira 


Golden Shower ou Chuva Dourada é o ato de urinar em outra pessoa, geralmente para a gratificação sexual ou como uma forma de humilhação.

Como prática BDSM a chuva dourada é muito apreciada pelos praticantes e a forma mais comum é o(a) Dono(a) banhar a(o) escrava(o) com sua urina, o que provoca uma sensação de conforto e bem estar na maioria, para outros significa humilhação e alguns Donos usam também para "marcar território", um ato simbólico para demonstrar que o corpo do(a) escravo(a) pertence a ele/ela.


{Λїtą}_ŞT






quinta-feira, 12 de maio de 2016

Continho II...



Sentada no chão frio, presa pelas algemas, no canto da parede, a mordaça a impedir-lhe a fala e fazendo com que a saliva escorresse da boca para os seios desnudos e deslizasse pelo corpo, ela pensava em como chegara até ali, enquanto o casal, na cama, emitia gemidos de prazer.


Lutava para não olhar mas algo mais forte que ela não deixava que desviasse os olhos do casal.
As correntes apertavam-lhe o corpo, a posição era tremendamente incômoda,  o piso frio e duro deixava-lhe as nádegas doloridas . A boca, muito aberta pela ball gag fazia com que seus maxilares doessem mas nada poderia doer mais que a humilhação. E não a humilhação imposta por ELE, mas pela vergonha de ter errado tanto a ponto de estar naquela situação. Culpava-se por isso. Por ter sido levada àquele motel no banco de trás do carro, como um objeto. Por ser levada a testemunhar, sem participar, daquele ato.


Sua intempestiva crise de ciúmes a levara àquela situação que, no fim, fora desejada por ela mesma. Era preciso expurgar sua culpa e sua vergonha e só um castigo desta natureza poderia tirar-lhe esse peso.
Resistia bravamente observando o casal que se deliciava um com o outro, entre tapas e beijos, carícias, gemidos, gritos de prazer. A visão, de onde ela estava, era limitada. Do chão não podia ver os corpos em sua totalidade em cima da cama mas o que via e ouvia era o suficiente. E o mais revelador e chocante: ela estava molhada. Sim, estava tremendamente excitada com a situação. Sua umidade já molhava o chão fazendo com que praticamente escorregasse em sua própria excitação.


Totalmente imóvel para não se machucar nas cordas que a prendiam, movia apenas o pescoço a fim de acompanhar os movimentos do par que, envolvidos um com o outro, ignoravam sua presença.
Vez ou outra uma lágrima escorria e ela não saberia dizer se de dor ou de uma certa euforia insana por estar participando daquilo que há algum tempo atrás consideraria loucura.
No entanto, naquele momento perdia-se entre sentimentos de dor e excitação que provocavam uma euforia difícil de explicar, caso tivesse que fazê-lo.


Esqueceu-se de quanto tempo ficou ali, entre observar o casal, excitar-se com isso e lembrar-se da situação que a levara até ali, sua crise de ciúmes, sua falta de respeito cobrando a ELE o que não lhe devia, usando palavras duras e acusadoras... e depois o pedido de perdão, a recusa dELE e a proposta, dela mesma, para consertar tudo passando por um castigo realmente difícil a fim provar sua lealdade, seu respeito e que sua obediência continuava intacta, que ainda era digna de continuar a servi-lo.
A ideia fora quase sua. O objeto do castigo: justamente aquela de quem ela tivera ciúmes. O que poderia ser mais contundente e libertador?



Um gemido mais alto tirou-a de seus devaneios, as respirações tornaram-se mais ofegantes, os gemidos mais altos e sensuais, estavam chegando ao final e um arrepio percorreu-lhe o corpo... o que ELE faria com ela depois de tudo?
O silêncio e os suspiros que se seguiram deram a certeza que o ato havia terminado. Ela não sabia se sentia alívio ou medo, afinal, seu destino estava incerto. Errara e estava sendo castigada mas ELE lhe devolveria a coleira? Permitiria que continuasse servindo-o?

A mulher levantou-se da cama e passou por ela sem olhá-la, em direção ao banheiro. ELE levantou-se lentamente da cama e caminhou em sua direção. Segurava o membro, tirando o preservativo e aproximando-se dela, tirou-lhe a mordaça com umas das mãos e oferecendo o pênis com a outra, disse-lhe: "Limpe. Limpe seu Dono".
A menção da palavra Dono encheu-a de alegria e esperança. Limpou, com toda destreza de que era capaz, usando a língua e os lábios, os restos daquele ato. Uma tristeza percorreu seus olhos quando lembrou que os restos que lambia poderiam ter sido seus... mas, disposta a redimir-se, não se deteria por muito tempo nessa tristeza, esmerando-se em fazer o trabalho ordenado e dar a ELE algum prazer, mesmo que talvez já não houvesse mais espaço naquele momento.
As mãos continuavam amarradas de forma que só sua boca trabalhava suavemente, demonstrando toda sua devoção e cuidado em limpá-lo, mas também toda a lascívia de que era capaz.


Para sua satisfação, conseguiu o que era para ela inesperado; ele voltou a excitar-se ficando totalmente ereto dentro de sua boca e depois de algumas estocadas que tanto a engasgavam quanto enchiam de prazer, inundou-lhe do líquido precioso que ela tanto quisera. Um prêmio, por ter suportado bravamente seu castigo.
Em seguida, ele segurou-a pelo queixo e disse-lhe: "Meu bichinho, foi preciso. Aprenda que é única para mim e sei disso, não preciso ser lembrado, não preciso ser cobrado e não quero que aconteça. Nunca mais. Parabéns por ter suportado o castigo, hoje você cresceu grandiosamente a meus olhos enquanto minha serva e seu lugar no meu coração e a meus pés, ninguém tira. E sei que no fundo se excitou, te conheço e sei o quanto está molhada mas não vou te dar o que quer, não hoje. É preciso que seu castigo cumpra seu ciclo. Agora você vai se vestir, ir embora e esperar até que eu a procure."
Ela foi, de coração leve e com um sorriso nos lábios, sonhando com o dia que estaria novamente aos pés dELE.





  {Λїtą}_ŞT 





quinta-feira, 5 de maio de 2016

Gentileza gera Gentileza


Nem só de BDSM vive este blog.
Ele vive de mim, do que sinto ou penso, das histórias com meu Dono e da nossa relação. E embora eu evite colocar coisas que estejam fora desse tema, às vezes tenho vontade de contar outras histórias... e hoje vou contar uma que nem é nossa, embora tenha a ver conosco.


Antes de mais nada preciso dizer que meu Dono é um ótimo contador de histórias. É daquelas pessoas que têm o dom para a coisa, que quando conta algo nos faz sentir todas as emoções como se as estivéssemos vivendo e, por isso, nunca me canso de ouvi-lo.
Passear com ele é sempre uma gostosa aventura, principalmente se estamos em sua cidade. Além de conhecer os lugares mais lindos dela, ele conhece também a  história desses lugares. E conta, daquele jeito que só ele sabe, me fazendo ficar embevecida e babona, ouvindo.
Mas nem só de cantos e recantos lindos vive a cidade maravilhosa. Às vezes, até em um canto nem tão bonito assim podemos ver coisas muito belas e significativas... e essa foi uma das histórias que ele me contou e que minha memória curta não saberia mais reproduzir fielmente.
Por isso, peço ajuda aos universitários no blog Mente Aberta para contar a história do Profeta Gentileza.

Um dia, nos arredores da rodoviária onde Dono tinha ido me pegar (ou levar, não me lembro bem) acabamos inevitavelmente passando pelas pilastras do Viaduto do Caju e assim, ele passou a contar a história daquelas inscrições que podem ser vistas em 56 dessas pilastras e também em camisetas, faixas, etc e que eu já havia visto mas que sempre julguei serem fruto de alguma campanha publicitária, algo assim. Não era nada disso, essas placas passam pela história de José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza.


Gentileza nasceu em 11/04/1917 no bairro de Cafelândia (São Paulo) onde vivia com seus pais e onze irmãos. Durante sua infância era "obrigado" a trabalhar nas terras locais cuidando dos animais e em determinados momentos havia a necessidade de trabalhar puxando carroças vendendo lenha para ajudar sua família. O campo ensinou José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia "amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento".

Quando José completou 13 anos começou a ter algumas premonições sobre suas missões na Terra e isso acabou gerando certo desconforto em sua família que começou a desconfiar que ele estava tendo algum problema mental.

Em 1961, exatamente no dia 17 de Dezembro, ocorreu uma verdadeira tragédia em Niterói no Circo "Gran Circus Norte-Americano" que infelizmente gerou a morte de 500 pessoas causada por um incêndio. Essa foi uma das maiores fatalidades no Brasil e teve repercussão em todo o mundo.


Dois dias antes do Natal de 1961 (6 dias após o incêndio) José Datrino acordou durante a madrugada alegando ter ouvido "vozes astrais" que pediam para que ele abandonasse o mundo material e se dedicasse exclusivamente ao mundo espiritual. A partir desse dia o Profeta pegou seu caminhão e se dirigiu ao local do incêndio, plantou jardim e horta  sobre as cinzas do circo que um dia levou tantas alegrias as pessoas. Lá permaneceu durante 4 anos de sua vida. José  durante esse período levou conforto e carinho a muitas famílias das vítimas do incêndio. Daquele dia em diante passou a ser chamado de "Profeta Gentileza".


Depois de deixar o local, "Gentileza" começou sua jornada pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro na década de 1970. Fazia suas pregações em trens, ônibus e praças públicas, sempre levando palavras de conforto e bondade as pessoas. Gentileza pregava também o respeito ao próximo e pela natureza. Alguns o chamavam de louco e ele sempre respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".

A partir da década de 1980 começou a escrever diversas frases e poemas em 56 pilastras do viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio. Ali deixou sua marca eterna para que todos pudessem ler.

Gentileza faleceu em 28 de maio de 1996.


Segundo meu Dono, há controvérsias. E o Profeta Gentileza teria mais mistérios do que essa história faz parecer, mas eu, uma apreciadora, entusiasta, praticante e entendedora da gentileza como a salvação das relações humanas em um mundo cada dia mais árido, só posso me encantar com a história, seja ela qual for, a ponto de contá-la aqui para vocês, queridos leitores e amigos, sem esquecer que ela foi-me contada por meu amado Dono que tem sempre algo a me ensinar, não importa em que situação porque no fim de tudo o que importa mesmo é o legado, a palavra de um homem simples que pregava gentileza e amor e sua obra que ficou imortalizada tendo sido inclusive restaurada mais de uma vez...


Muitos a conhecem, principalmente os cariocas, mas fica o registro de mais um dos nossos passeios. Este, sem aventuras exibicionistas, mas com muita gentileza.







domingo, 1 de maio de 2016

Enquanto espero por Ti...

Tá sentindo esse cheiro de terra molhada? 
Sou eu. 
Sou feito chuva mansa que não levanta poeira alguma. 
Sou água de riacho raso de onde se pode contar pedrinhas. 
Flutuo sobre o solo sem jamais tocá-lo completamente, porque levo comigo apenas os sonhos. 
Sou ressonância humana debruçada numa janela. 

Clara Dawn


Eu me deito
Maria Quitéria

Faço com gosto
esse entreposto
de cair de quatro
no teu quarto
na rua cama
minha dana
é esse desejo
a querência do beijo
a vontade
minha verdade
de te gostar


de querer trepar
talvez, fazer amor
com um pouco de dor
com a queimação
do tesão
nas ancas socadas
tuas estocadas
teu falo entrando
ganhando
terreno
moreno
você, meu doce
como fosse
o mel escorrido


o bandido
mascarado
um namorado
um brinquedo
meu segredo
a força que me move
me comove
me faz gozar nos dedos
sem os medos
dos humanos
dos danos
na coragem dos bichos
que se abrem
se atrevem
e, arreganhada
te espero
assanhada



te quero
desarvorada
te procuro
em meu escuro
no movimento
no gemido
o ardente furo
desaguando o unguento
fremido
esperado
sonhando
tua língua lanhando
tua mão estourando
em tapas e malícias
teu corpo pesando
me ganhando
no prazer dessas delícias




quarta-feira, 27 de abril de 2016

Para descontrair II

Um recado do clitóris, o melhor amigo do homem

O melhor amigo do homem não está à espera de um biscoito ou da ração e a atenção que lhe dispensa, é bem mais intensa!


Se você acha que a sensação de uma lambida da sua cabeça de baixo é coisa de outro mundo, é porque não sabe do que eu, clitóris, sou capaz.

Tem gente que nem sabe que eu, o clitóris existo. Muitas vezes sou negligenciado e subestimado diante de outras bolas muito maiores, como peitos ou bundas. É isso mesmo. E você passa tempo demais se preocupando com o seu exercício egoísta de entrar e sair. Acha que já fez diversas mulheres gozar com seu mode britadeira e nem imagina que o responsável por fazê-la gemer e estremecer como se tivesse levado um choque fui eu.

Sou ovelha negra pra muita gente. Dizem por aí que eu não faço nada de útil porque minha única e exclusiva função é o prazer. Não serei hipócrita - é pra isso mesmo que eu existo. Os cientistas até se recusam a me estudar mas no fundo acho que não passam de um bando de recalcados com medo do meu poder. Talvez até temam pelos seus falos aos constatarem que no quesito prazer, nem sempre eles se fazem necessários. Dispensáveis, alguns inclusive diriam.


Você aí que acha que a sensação de uma lambida da sua cabeça de baixo só pode ser coisa de outro mundo, provavelmente sairia do corpo se soubesse do que eu sou capaz. Porque sou feito de mais de 8 mil fibras sensoriais, muito mais do que qualquer parte do corpo e, pasme, quase o dobro da quantidade encontrada na cabeça do seu pau. Os ingênuos acham que eu sou somente uma bolinha escondida por trás de um capuz. Bobinhos. O que você vê é somente a ponta do iceberg - eu existo pra dentro.

Por isso, aquela história de orgasmo vaginal tem sido bem mal contada. Na maioria das vezes, elas não gozam com a sua fricção eterna que, como bem definiu Regina Navarro, provoca uma cistite mas não provoca um orgasmo. O que as deixa fora do corpo é quando sou estimulado - primeiro por fora e, depois com a ajuda do meninão aí, por dentro. Há inclusive vários estudiosos que defendem que sem a minha presença, não há orgasmo.


E você aí me menosprezando sem saber que me ignorar é receita certa pro fracasso.

Mas sempre há tempo para se redimir. Sou facinho facinho. No entanto, há alguns passos a seguir: Não chegue com tudo. Preciso ser convencido de que vale a pena trazer toda aquela quantidade de sangue pra me regar. Assim como o pinto, que lateja quando sente prazer, eu me incho, me inflo. Mas chegue pelas beiradas. Gosto de beijinhos, de lambidas, de provocações no meu entorno. Funciono bem quando molhado. Venha direto ao ponto e observe-a se contorcer de aflição. Eu sou a linha tênue entre prazer e dor - só depende de como você me leva.


Quando vejo que seu esforço merece ser recompensado, então eu te chamo. Quero atenção total. Sem foco, nada feito, por isso não me abandone e, em questão de minutos, irá ver os meus efeitos no corpo dela. Os pelos se arrepiando. A temperatura subindo. Todas as células dela passam a trabalhar em prol do ápice. O coração dispara. Gemidos vão sendo emitidos mesmo sem que ela queira - é o corpo falando de dentro pra fora. A sensação, antes concentrada ao meu redor, vai tomando o corpo todo até que não há mais nada que ela possa fazer senão gozar. Pros franceses, o orgasmo se chama "la petiti mort" ou a pequena morte porque nesse instante, o racional se desconcerta deixando sua vítima sem controle algum. Se entregar não é mais uma opção.


Eu, como não gosto de confetes, continuo na minha, discreto atrás daquele inocente capuz. Mas meu poder se encontra lá, a espera de quem tiver coragem de provocá-lo. Desculpe desapontá-lo, mas seus esforços e suas técnicas aprendidas com tantas horas de filmes pornôs acumuladas na sua existência de nada servem sem a minha presença.


Da próxima vez em que disserem que o cachorro é o melhor amigo do homem, lembre de mim.

Seu amigo,

Clitóris.




Texto de Eme e Jaque do Casal Sem Vergonha para o AreaH. Eles falam sobre sexo, mas gostam mesmo é de fazer. Para saber mais sobre eles e acompanhar várias dicas sobre sexo. Acesse: www.casalsemvergonha.com.br 


Fonte: area H

* As fotos desta publicação foram colhidas na Internet


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