sexta-feira, 15 de abril de 2016

Eu e o BDSM



Hoje completo quatorze anos de BDSM e me lembro quando, em um dia longínquo, conheci um homem que por acaso era Dominador e me apresentou a este mundo e que, na época, me pareceu não um mundo encantado mas, encantador. 
Não é tanto tempo assim, mas foi quando me encontrei comigo e por isso, digno de comemoração.
Em primeiro lugar, neste novo mundo, as pessoas tinham desejos parecidos com os meus e isso me tornava, neste meio, uma pessoa "normal".


Em segundo, a hierarquia, o tratamento respeitoso e até solene, as diferenças e liturgias de uma relação vertical, tudo me parecia novo e estimulante, completamente diferente do que vivera até então. Eu já tinha quarenta anos e havia vivido um bocado, logo, embora talvez eu tenha conhecido um pouco tarde, possa ter sido a época certa para que a maturidade me ajudasse a aceitar isso, meu lado submisso que aflorava.


O tempo me mostrou que nem sempre as coisas são tão encantadoras e as pessoas tão respeitosas, afinal, trata-se de seres humanos. Mas posso dizer com alegria que meu saldo é positivo.
Não é um mar de rosas, nunca foi e nunca será. A submissão tem seus ônus e são muitos. A convivência com as pessoas também porque, assim como em qualquer grupo, existem os egos inflados, a falsidade, a inveja, a crítica destrutiva e desnecessária, a maledicência.


Eu, por ser exibicionista, sofri (e sofro até hoje) críticas e preconceito porque grande parte das pessoas ainda hoje não consegue entender que o exibicionismo é um fetiche como os outros e que não se trata de exibicionismo de ego, o me mostrar "porque me acho a tal" e sim porque isso excita. Sexualmente.
Lamento, mas há muito não me afeta porque acredito que, se dentro do meio ainda há pessoas que não conseguem aceitar os fetiches alheios o problema é delas, não meu.
A questão é que no BDSM, um universo fetichista por excelência, eu devo me sentir à vontade para vivenciar meus fetiches e não oprimida por terceiros... apenas UM tem esse direito.
Portanto, se consegui ser e permanecer feliz vivendo neste meio é porque prefiro acreditar nas pessoas, esta é minha escolha.


Os amigos, acredito que sejam verdadeiros comigo e recebo a amizade como um presente. Não sou famosa, não sou política, não distribuo doces, então, a amizade vem gratuita... e sincera. Agradeço aos meus amigos, sua amizade vale ouro!
Os comentários e elogios, acredito que sejam sinceros porque elogiar alguém a contragosto deve ser um sofrimento desnecessário... e quando alguém vem até aqui ou a algum dos meus perfis prestigiar com sua presença e comentários acredito firmemente que ninguém se daria a esse trabalho se não sentisse realmente o que está dizendo... muito obrigada aos que frequentam meus espaços!


Nas relações (e tive duas apenas, mas que preencheram todos esses quatorze anos, o que é raro no meio), fui e sou feliz porque acreditei e acredito no meu Dono; se não me quisesse muito não me permitiria a honra de servi-lo durante todo esse tempo, simplesmente porque ele não é obrigado. Obrigada Dono... te amo!
Minha escolha é acreditar e ser feliz com isso, simples assim... e parodiando o grande Fernando Pessoa"... é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, 
E quanto isso me basta." 



*As imagens utilizadas nesta postagem foram todas já publicadas aqui e trata-se de um retrocesso aos anos passados. A primeira foto do post é tb a primeira foto publicada neste blog

{Λїtą}_ŞT



terça-feira, 12 de abril de 2016

Pequenos prazeres


"A vida é feita de pequenos nadas 
Que a gente saboreia, mas não dá valor 


Um pensamento, uma palavra, uma risada 
Uma noite enluarada ou um sol a se pôr 


Um bom dia, um boa tarde, um por favor 
Simpatia é quase amor"


(Trecho de "Tás a Ver?" de Gabriel o Pensador)


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Práticas - parte I

O BDSM, como você já percebeu, é uma atividade erótica e tem o objetivo de trazer prazer sexual através do jogo de poder.
Esse jogo de poder é amplo, passando pelo domínio de um, a obediência do outro e toda uma gama de experiências que passam pelo físico, mental, emocional, sempre dentro desse domínio.

Para que esse jogo funcione, alguns componentes  entram em cena, são os fetiches e fantasias que possibilitam vivenciar novos sentimentos e sensações, que são experimentadas através do que chamamos de práticas,  aplicadas pelo Dono na submissa.

As práticas são, por assim dizer, os acessórios em uma relação de Dominação/submissão e podem ser psicológicas - como a humilhação - ou físicas, como o spanking, entre outras.

As práticas podem ser utilizadas por diversas razões, dependendo da vontade do Dominante ou por concessão que faça à submissa. Podem ser utilizadas para gerar prazer ou dor,  premiar ou castigar... Tudo isso pode parecer muito assustador mas não se esqueça que toda e qualquer atividade no jogo é consensual, ou seja, você terá consentido previamente em submeter-se a ela.

Por esse motivo, é aconselhável que você conheça um pouco acerca do assunto para que, no momento da negociação, tenha em mente o que gostaria de experimentar, o que está disposta a conhecer e o que não gostaria de forma alguma de vivenciar. Tudo isso fica estabelecido através dos limites que serão colocados por você ao Dominador com quem está negociando. Esse é um momento importante onde as bases da futura relação serão estabelecidas.

O universo dos fetiches é ilimitado por estarem sujeitos à criatividade e ao prazer de cada um, e as práticas BDSM estão contidas nesse vasto universo, não o contrário. Algumas pessoas têm por hábito cometerem o engano de imaginar que qualquer pessoa que tenha um fetiche deve considerar-se um praticante de BDSM. Não é bem assim. Quem tem um fetiche e o vivencia é um fetichista.

Para considerar-se BDSMer as práticas e fetiches devem estar ligadas ao jogo de poder que permeia o acrônimo, cujo significado você já conhece.
Abaixo, estão algumas das práticas e fetiches mais populares e utilizadas por praticantes de BDSM, embora existam muitas outras...

Age Play



Bondage


Chuva dourada


Chuva de prata


Fisting


Humilhação


Pet Play


Podolatria


Privação de Sentidos


Spanking


Wax Play


Continua...

*Este texto faz parte de um conjunto escrito por mim há alguns anos no intuito de informar iniciantes ajudando-os em suas dúvidas mais básicas. Republico agora em meu blog na esperança de novamente ajudar pessoas que estejam iniciando.
As imagens desta postagem foram colhidas na Internet.


 {Λїtą}_ŞT





sábado, 2 de abril de 2016

Astrologia

 O LEONINO

Tem tudo muito bem calculado, é inflexível, e se enaltece por isso, pois o Rei, "com ou sem fortuna", permanecerá sendo Rei. Todos são seus súditos, mesmo os seres mais queridos; tudo deve sair do modo que mandou e exige respeito, adaptação e obediência, onde quer que seja. Nada do que recebe é suficiente para este monarca, nem mesmo o amor.


É um homem bastante generoso, e que pode se exceder nessa e em outras coisas mais; não é traiçoeiro, e se surpreende com tais atos.
Pode e sabe perdoar com facilidade, mesmo que a fúria em seu passo pareça aniquilar tudo. Pode ter suas pequenas aventuras, as quais estão definitivamente proibidas para seu cônjuge, pois não pode manchar sua honra leonina com escândalos.


O Homem do Signo de Leão é generoso, extrovertido, apaixonado quando encontra aspectos de configurações superiores; se não, será grosseiro, sensual e passional, o que não é o caso deste.

A CAPRICORNIANA


Quando meninas, são velhas, e quando velhas, são meninas, à medida que passam os anos, vão sendo mais formosas e faceiras.

Sua frieza externa se conjuga com um atrativo especial: desperta no sexo oposto o mistério do desconhecido e o gosto por descobri - lo, o amor repentino e tempestuoso não são suas características.


Meditativa e calma, dedica-se com tenacidade às tarefas que empreende, escapa definitivamente dos moldes do "comum", e se envolve no maravilhoso véu do estranho.

OS DOIS

É um desafio para o trabalhador Capricórnio apaixonar-se pelo extravagante Leão, a não ser que este se controle, pois Capricórnio é convencional e materialista. O Leão regido pelo Sol e o Capricórnio regido por Saturno não têm muito em comum, no entanto o Fogo de Leão pode «queimar» a Terra de Capricórnio, mas nunca destruí-la. O Capricórnio, introvertido, sério e tradicionalista, como Signo de Terra, sente-se atraído pelo Fogo do alegre, divertido, amoroso e conquistador Leão que se apresenta com a aparência e a superioridade de um rei. 


Através da atração dos opostos, é natural que esta seja a razão do atrativo que sentem, além de uma enorme curiosidade mútua. Ambos se admiram, o Capricórnio pela despreocupação do Leão nos assuntos de dinheiro, e pela facilidade com que recupera da adversidade. O sério e reservado Capricórnio é capaz de ceder ao Leão o protagonismo de que ele tanto necessita, assim como ser tolerante com as suas extravagâncias e caprichos. Sexualmente o Capricórnio pode ser surpreendente. Ao ver-se rodeado de romantismo, ternura e magia reagirá com paixão e voluptuosidade. Além disso, o Capricórnio será sempre fiel ao Leão.



Fonte:
http://www.esoterikha.com/mapa_astral/signo-capricornio-mulher-beijo-veste.php




segunda-feira, 28 de março de 2016

Mulher


Quando olho vc, vejo o reflexo da raiz, 
do elemento mórfico que dá algum significado
a palavra mulher
E não existe semântica que consiga interpretar 
esse significado
Vc é cantada, escrita, filmada, pintada, esculpida e recitada, 
mas ainda assim, falta sintaxe que te defina
Por isso, vc é mulher, é vulcão e calmaria, liberdade e prisão,
força e sensibilidade, vc é a mulher que amo
E agradeço todos os dias isso.

Senhor da Torre

sábado, 5 de março de 2016

O que Teus olhos viram...

Generosidade II

Uma relação se constrói também de atos de generosidade, de pequenos gestos (já falei disso aqui) que podem significar muito, mudar o humor, um dia, uma vida... e não importa que tipo de relação seja, o cuidado com o outro  não escolhe status de relacionamento. Vem do sentimento, da consideração, do carinho que se tenha ou não.

Estar em um lugar e lembrar do outro, enviar uma imagem para que o outro também tenha a oportunidade de ver o que nossos olhos viram quando não podemos estar lá é um carinho que não tem preço...

Imagens que vejo de lugares onde não estive, devido ao carinho que meu Dono tem comigo. Tenho muitas, não caberiam aqui, mostradas ou detalhadamente descritas e que mostram muito mais que lugares e coisas ; demostram amor...
Se estamos juntos as compartilhamos. Se não, Ele me doa a beleza do que viu e é como pensar  "o que vejo agora, quero que ela veja também"...


Não chame o meu amor de Idolatria 
Nem de ídolo realce a quem eu amo, 


Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo. 


É hoje e sempre o meu amor galante, 
Inalterável, em grande excelência; 


Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença. 


'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; 


E em tal mudança está tudo o que primo, 
Em um, três temas, de amplo movimento. 


'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; 
Num mesmo ser vivem juntos agora.

(Soneto CV - William Shakespeare)


domingo, 28 de fevereiro de 2016

A Negociação

Às vezes leio por ai, em discussões nas redes sociais, que os antigos não se dispõem a orientar os novatos no meio BDSM.
Mais uma vez, julgamentos de quem não sabe o que diz. Falo não só por mim mas por tanta gente que conheço e que vem, através dos anos, orientando pessoas que têm a humildade de pedir ajuda (porque é verdade que nem todos a têm).
Elas chegam através dos blogs, por email, nos inbox das redes sociais pedindo um conselho, uma orientação que nunca são negados. Eu particularmente o faço com prazer e tendo a certeza de que é uma troca porque no momento que coloco minha experiência à disposição de alguém, estou também aprendendo e rememorando coisas muitas vezes esquecidas.
A questão é que, por não estarmos interessadas em ostentar títulos, como o de mentoras, por exemplo, essas orientações ficam em sigilo e os julgamentos seguem adiante. Não importa. O que importa de verdade é poder ajudar pessoas e trocar com essas pessoas e que elas sigam felizes.
O texto abaixo faz parte de uma série que escrevi tempos atrás, com esse intuito, de orientar iniciantes. Vez ou outra postarei alguns aqui, pode ser que ainda ajude alguém ou que sirva ao menos para formar opinião, pró ou contra, não importa.
Com carinho...


Na comunidade BDSM, a negociação é o tempo utilizado para conhecimento entre as partes, Dominante e submissa, que pretendem assumir uma relação D/s  e onde são feitos os acordos sobre as bases desse futuro relacionamento. Em conversas que podem ser virtuais, via telefone ou pessoalmente, as partes vão se conhecendo mutuamente e tomando ciência dos anseios, objetivos de cada um.
A negociação é uma etapa importante para quem vai iniciar uma relação de Dominação/submissão. É nesse tempo de conhecimento e muita conversa que  as partes firmam acordos sobre como a relação será conduzida: as práticas a serem utilizadas pelo Dominante, os limites da submissa, os direitos e deveres de ambos, o que esperam um do outro dentro da relação, a forma de tratamento a ser usada, a postura que a submissa deve assumir enquanto servir ao Dominante, o tempo que cada um tem para dedicar ao outro...   São inúmeros os itens a serem considerados nesse momento e é preciso total transparência de ambas as partes.


A importância da transparência na negociação

O Dominante, que vai usar a submissa, precisa estar ciente de detalhes de sua vida, de sua saúde, do que está disposta a experimentar, do que lhe causaria dano físico ou emocional, do que lhe causa medo ou pavor, do tempo que poderá disponibilizar para o Dono em virtude de compromissos de trabalho, família, etc.
Deve, também, explicitar o que deseja dela, de que forma quer ser servido, que práticas pretende utilizar e ser também transparente nas informações sobre si mesmo para gerar na submissa a confiança necessária.
A submissa, por sua vez, deve informá-lo de tudo isso com total clareza, sendo verdadeira e humilde, reconhecendo e expondo seus limites.
Inúmeros são os casos de submissas que, para impressionar o Dominante, colocam-se em risco dispondo-se a fazer práticas das quais não têm conhecimento ou não têm capacidade física ou emocional para praticar. E o resultado são traumas que podem ser levados para o resto da vida. Por isso é importante ser verdadeira e expor seus desejos mas também seus receios e inseguranças. O bom Dominante saberá compreender e aceitar, ou levá-la a despir-se desses medos para que possa servi-lo da maneira que deseja.
Para tal, reafirmamos, a conversa durante a negociação precisa ser clara e franca, com cada uma das partes colocando o que espera do outro,  respeitando-se as bases hierárquicas da relação.
O estado civil dos parceiros, se estão livres ou se têm relacionamentos baunilha ou mesmo outra relação D/s (no caso específico dos Dominantes), não deve ficar de fora. São detalhes que irão influenciar diretamente o relacionamento em relação a disponibilidade de tempo e comprometimento e por isso devem ficar claros.


"A pressa é inimiga da perfeição".

Esse dito popular vale em muito para as negociações no BDSM. Quanto mais as partes se conhecem, mais chances têm de estarem sintonizados um como outro, vindo assim a ter uma relação mais satisfatória para ambos.
Algumas pessoas, ansiosas por iniciarem a D/s, pulam a etapa da negociação e depois da relação iniciada descobrem que têm pouco ou nada em comum. E assim, a relação caminha rapidamente para o fim.
"Ele não é um bom Dominador" ou "Ela não era submissa o suficiente" são frases comuns quando uma relação assim termina. A verdade é que não se deram o tempo necessário para se  conhecerem e só depois descobriram que seus anseios  não estavam em sintonia. Ocorre aí um choque entre o que um espera e o que o outro pode ou quer dar, conflitos de opiniões, diferenças de objetivos, níveis diferentes de maturidade sexual ou de preparo para a vivência do BDSM, incompatibilidade de horários, entre outros,  o que levará o relacionamento ao fim gerando frustrações, inimizade e acusações de ambos os lados.


Cuidados durante a negociação

Quando você decide ter uma relação D/s está disposta a ser posse de alguém. Para isso, negociará com essa pessoa e ao fim da negociação, ocorre a entrega, a sua, ao Dominador tornando-se assim,  posse dele.
Você realmente já se imaginou sendo posse de alguém e em que tudo isso implica? Provavelmente não.
Ser posse de um Dominador significa que ele tornou-se seu Dono. Você entregou-se a ele de uma forma ampla e se colocou disponível em corpo e alma. É uma coisa grandiosa a entrega.
Para que essa entrega aconteça você deve ter total confiança no Dominador. Para ter confiança é preciso ter conhecimento não apenas do Dominante, do quanto ele domina as práticas, de quantos anos de experiência tem no BDSM ou do quanto sabe manejar um chicote, mas do homem por trás do Dominador, do seu caráter, sua vida.
Não são raros os casos de submissas que entregam-se sem ao menos saberem o nome real do Dominante. Nada sabem sobre sua vida, seu trabalho, onde moram...
Se você acredita que isso faz parte da submissão, saiba que não! Se vai entregar-se a alguém e colocar seu corpo e sua vida nas mãos de outra pessoa, mesmo que para um jogo de prazeres, nunca o faça para alguém que não confie em você o suficiente para lhe contar também detalhes de sua vida.
A confiança deve ser recíproca e, nesse caso específico, não há hierarquia.


Devo obedecer ao Dominante durante a negociação?

Quando uma submissa está negociando com um Dominador é comum que ele ordene que ela avise ao meio que frequenta que está em negociação. Esse aviso impedirá que outros Dominantes se aproximem na tentativa de também negociarem com ela. Durante a negociação o Dominante pode dar instruções à submissa de como proceder em relação a outros Dominantes e ao meio BDSM em geral, pois, uma vez que ela aceitou entrar em negociação, já está sob a guarda dele e deve seguir suas instruções.
Quanto a encontros, sessões ou mesmo sexo durante a negociação é da responsabilidade e consciência de cada um pois, sendo adultos, podem decidir consensualmente quanto a isto.
A negociação não tem um tempo definido, depende da vontade do Dominante ou do tempo que se leve até adquirir o conhecimento básico necessário entre as partes para que o relacionamento efetivamente se inicie.
A negociação termina quando o Dominante toma posse da submissa e dá a ela sua coleira, ou em caso de não se entenderem, dão por encerrada a negociação.


Manutenção dos acordos

Na relação D/s os acordos feitos na negociação devem ser mantidos. Alguns redigem contratos de submissão mas, por não terem valor legal, vale a palavra empenhada. Uma submissa que aceitou, durante a negociação, ter irmãs de coleira, não deverá mudar de ideia depois que a relação começa. Da mesma forma, um Dominador que prometeu exclusividade à submissa não deve, depois que a relação inicia, mudar de ideia e arrumar uma segunda escrava.
Entretanto, em se tratando de relações humanas, tudo é possível. Cabe, na intenção de alguma mudança nos acordos da negociação, o diálogo franco e honesto.
Por tudo isso é importante o conhecimento mútuo, não só da figura do Dominante ou da submissa, mas do caráter de ambos enquanto seres humanos, homem e mulher. Para isso é preciso tempo e empenho, não pular etapas e conter a ansiedade e a pressa.
Em nenhum tipo de relação homem/mulher é preciso tanto conhecimento um do outro quanto na relação D/s. Ali serão feitas práticas que envolvem riscos, serão experimentadas e vivenciadas fantasias e fetiches de toda ordem, o corpo da submissa será usado sem reservas pelo Dominador, portanto, é preciso grande conhecimento e confiança mútuas.



  {Λita}_ST 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Porque Ele gosta assim...

... e adora as marquinhas.


É, morena, tá tudo bem
Sereno é quem tem
A paz de estar em par com Deus
Pode rir agora
Que o fio da maldade se enrola


Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim
Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar


Pra nós, todo o amor do mundo
Pra eles, o outro lado
Eu digo mal me quer
Ninguém escapa o peso de viver assim


Ser assim, eu não
Prefiro assim com você
Juntinho, sem caber de imaginar
Até o fim raiar

Los Hermanos


É bom fazer a vontade do Dono ou fazer coisas que o agradem simplesmente porque sei que o agradam,
Toda submissa ou escrava tem verdadeiro prazer nisso, porque gosta, porque agradar ao Dono é sua missão, não imposta, mas escolhida e praticada com real satisfação.
Meu Dono adora marquinhas de sol. Diz sempre que quando me conheceu eu estava assim, bronzeada, e é assim que gosta de me ver.
Por alguns verões não pude fazer a vontade dEle, o sol não me faria bem, aliás, o sol não faz bem a ninguém, desde que não se tome os devidos cuidados, mas, agora, finalmente, depois do sol e cuidados tomados, apresento-vos: Λita morena


{Λita}_ST




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Liturgia BDSM I


Como em toda sociedade, o BDSM tem suas regras, rituais e símbolos preestabelecidos, a diferença é que aqui são estabelecidos entre as partes, sempre na busca de atender suas fantasias e proporcionar maior prazer.
É, antes de tudo, ação expressa mediante palavras e gestos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).


As regras determinam como a submissa deve agir diante de seu Dominador. Os rituais definem as condutas que a submissa deve seguir dentro de uma determinada situação. Os símbolos são usados para criar um clima que contribua para aumentar a sensação de que a vida da submissa pertence aos caprichos e vontades de quem a domina.


Um dos símbolos mais significativos de uma Relação de Dominação e submissão (D/s) é a Coleira. Marca de propriedade de uma submissa que tem Dono. As coleiras podem ter diferentes propósitos, como por exemplo: virtuais, utilizadas nas redes sociais; as utilizadas nas sessões, normalmente, mais caracterizadas e as sociais, que são peças mais discretas para serem usadas pela submissa em seu dia a dia. Outro símbolo, bastante conhecido é o Contrato de Escravidão, um documento, sem efeito legal algum, que rege as bases da relação.


Um comportamento que é quase praxe no meio é a troca do nick da submissa. Geralmente quando a submissa se apresenta para o meio BDSM, ela escolhe por sua vontade, o nick com o qual se identifica. Ao tornar-se propriedade, caberá ao dominador, dependendo de suas posturas e convicções, escolher o nick que a submissa utilizará. Nos casos de minha submissas, por exemplo, eu não abro mão de escolher o nick que elas irão utilizar e todos devem ser iniciados pela letra K, uma marca registrada do Reino de K@.


Na criação do Reino, usei de simbologias, tais como: classes distintas de escravas identificadas por cores, vestimentas conforme a classe, coleiras reais e virtuais diferenciadas, emblemas, entre outros. Gosto muito de me servir de prática litúrgica para a realização das sessões também, uso velas, incenso, música, flores etc. Dentre os rituais o tratamento por “Senhor” que minhas escravas usam para se dirigirem a mim, o gesto de ajoelhar e beijar meus pés numa sessão real são exemplos de rituais litúrgicos que uso.


Liturgia são os símbolos usados para enriquecer as práticas. São os papéis a representar, com os seus respectivos comportamentos. Tom de voz, posicionamento corporal, código de segurança, iluminação, instrumentos, acessórios etc. Tudo o que contribui para dar mais emoção, encantar e possibilitar uma melhor e mais profunda imersão em nossas fantasias.


Independente dos símbolos e das ocasiões que são utilizados, o mais importante é o real significado que eles possuem.


Texto retirado do  http://reinodeka.com/
As imagens que ilustram este texto foram colhidas na Internet





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