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"Não existem mais submissas."
Esta é uma fala recorrente que ouvimos por aí.
Muitos Dons procurando submissas e não encontrando, é o que dizem a todo momento.
Concordo que para ser submissa deve haver uma predisposição, uma vontade intrínseca de servir. Sem isso, torna-se difícil, para não dizer impossível, que alguém possa ao menos intitular-se como tal, afinal, ninguém pode ser o que não quer ser.
Mas, se de um lado deve haver aptidão, do outro deve haver também disposição para extrair essa essência.
Submissas não se compram prontas em lojas. Não estarão expostas em vitrines com uma placa pendurada no pescoço indicando "obediente, servil e masoquista".
Para que um Dom tenha uma submissa à altura de seu gosto é necessário um trabalho de lapidação, de adestramento.
Mesmo as experientes, com anos de servidão, estiveram aptas para servir a outros Dons, com personalidades, gostos, experiências, fetiches e desejos diferentes.
E até mesmo nesses casos, o das experientes, é preciso dar direcionamento para que elas se encontrem dentro desta nova experiência.
Sendo assim, com todo o respeito aos Srs. Dominadores, pergunto: o que o senhor tem feito para encontrar uma submissa à sua altura? Tem se empenhado em treinar, ensinar? Tem gasto seu tempo dedicando-se a lapidar alguém? Ou espera que venha pronta e sabendo de cor e salteado todos os seus gostos, suas fantasias mais secretas e até como dirigir-se à sua pessoa?
Será que de fato não existem mais submissas ou se o que falta é a paciência para ensinar, direcionar? Será que não é a pressa, a urgência em TER que se sobrepõem à necessidade de "LEVAR A SER"?
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Por outro lado, muitas submissas dizendo que não existem Dons à altura de sua submissão, procurando e esperando que o Dom perfeito apareça, montado num cavalo branco, pronto para cuidar, de posse de todos os acessórios que ELAS julgam necessários para a realização de uma boa sessão e sabedores de todos os caminhos e segredos do prazer que ELAS desejam ter, como se estes não fossem também seres humanos buscando crescer, aprimorar-se e sujeitos também a falhas.
É óbvio que as falhas aqui não referem-se a aspectos de segurança mas de falhas que podem ser administradas para que a conversação possa fluir.
Às vezes, grandes encontros poderiam acontecer se as pessoas tivessem um pouco mais de condescendência com as outras, se não se exasperassem por uma frase mal colocada, por um erro de interpretação, por algo que ainda não se aprendeu pois a vida é um grande aprendizado e ninguém, mas ninguém mesmo, sabe tudo.
Grandes experiências poderiam acontecer se as pessoas se dispusessem a aprender juntas, descobrir novos prazeres, ampliar horizontes, sem exigir que os(as) parceiros(as) saibam absolutamente tudo apenas por estarem em uma relação hierárquica, um sempre achando que o outro deve vir sabendo todos os prazeres e mazelas de sua posição na relação, não importa qual seja ela.
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"Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense que você tem de ser perfeito, pense que tem de ser total. A totalidade dá a você uma dimensão diferente." (Osho)
Assim, quando encontrar alguém, procure saber se esta pessoa está disposta a entrar inteira, total, nesse caminho com V/você. Isto sim, é necessário. Perfeição não existe.
Pense nisso.
{Λita}_ST
Feliz Propriedade do Senhor da Torre