quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Desencontros

Foto colhida na internet

"Não existem mais submissas."
Esta é uma fala recorrente que ouvimos por aí.

Muitos Dons procurando submissas e não encontrando, é o que dizem a todo momento.
Concordo que para ser submissa deve haver uma predisposição, uma vontade intrínseca de servir. Sem isso, torna-se difícil, para não dizer impossível, que alguém possa ao menos intitular-se como tal, afinal, ninguém pode ser o que não quer ser.
Mas, se de um lado deve haver aptidão, do outro deve haver também disposição para extrair essa essência.

Submissas não se compram prontas em lojas. Não estarão expostas em vitrines com uma placa pendurada no pescoço indicando "obediente, servil e masoquista".
Para que um Dom tenha uma submissa à altura de seu gosto é necessário um trabalho de lapidação, de adestramento.

Mesmo as experientes, com anos de servidão, estiveram aptas para servir a outros Dons, com personalidades, gostos, experiências, fetiches e desejos diferentes.
E até mesmo nesses casos, o das experientes, é preciso dar direcionamento para que elas se encontrem dentro desta nova experiência.

Sendo assim, com todo o respeito aos Srs. Dominadores, pergunto: o que o senhor tem feito para encontrar uma submissa à sua altura? Tem se empenhado em treinar, ensinar? Tem gasto seu tempo dedicando-se a lapidar alguém? Ou espera que venha pronta e sabendo de cor e salteado todos os seus gostos, suas fantasias mais secretas e até como dirigir-se à sua pessoa?
Será que de fato não existem mais submissas ou se o que falta é a paciência para ensinar, direcionar? Será que não é a pressa, a urgência em TER que se sobrepõem à necessidade de "LEVAR A SER"?

Foto colhida na internet
Por outro lado, muitas submissas dizendo que não existem Dons à altura de sua submissão, procurando e esperando que o Dom perfeito apareça, montado num cavalo branco, pronto para cuidar, de posse de todos os acessórios que ELAS julgam necessários para a realização de uma boa sessão e sabedores de todos os caminhos e segredos do prazer que ELAS desejam ter, como se estes não fossem também seres humanos buscando crescer, aprimorar-se e sujeitos também a falhas.
É óbvio que as falhas aqui não referem-se a aspectos de segurança mas de falhas que podem ser administradas para que a conversação possa fluir.

Às vezes, grandes encontros poderiam acontecer se as pessoas tivessem um pouco mais de condescendência com as outras, se não se exasperassem por uma frase mal colocada, por um erro de interpretação, por algo que ainda não se aprendeu pois a vida é um grande aprendizado e ninguém, mas ninguém mesmo, sabe tudo.

Grandes experiências poderiam acontecer se as pessoas se dispusessem a aprender juntas, descobrir novos prazeres, ampliar horizontes, sem exigir que os(as) parceiros(as) saibam absolutamente tudo apenas por estarem em uma relação hierárquica, um sempre achando que o outro deve vir sabendo todos os prazeres e mazelas de sua posição na relação, não importa qual seja ela.

Foto colhida na internet
"Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense que você tem de ser perfeito, pense que tem de ser total. A totalidade dá a você uma dimensão diferente." (Osho)

Assim, quando encontrar alguém, procure saber se esta pessoa está disposta a entrar inteira, total, nesse caminho com V/você. Isto sim, é necessário. Perfeição não existe.
Pense nisso.


{Λita}_ST
Feliz Propriedade do Senhor da Torre

* Publicado originalmente no blog escravas & submissas em 11/04/2015

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Embriagai-vos!



Embriagai-vos



É necessário estar sempre bêbado. 
Tudo reduz a isso, eis o único problema.
Para não sentirdes o fardo horrível do tempo,


que vos abate e vos faz pender para a terra, 
é preciso que vos embriagueis sem tréguas. 
Mas de quê? 
De vinho, de poesia ou de virtude, 
como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis. 



E, se algumas vezes, sobre os degraus de um palácio, 
sobre a verde relva de um fosso, 
ou na desolada solidão do vosso quarto, 



despertardes com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, 
perguntai ao vento, à vaga, e a estrela e o pássaro 

e o relógio hão de vos responder: 
– É hora de embriagai-vos! 



Para não serdes os martirizados escravos do tempo, 
embriagai-vos; embriagai-vos, sem cessar! 
De vinho, de poesia, ou de virtude, 
como achardes melhor.


Charles Baudelaire


E eu, com todo respeito ao grande Baudelaire, vos digo:

Embriagai-vos, também, de amor.





{Λita}_ST

domingo, 27 de dezembro de 2015

O mais valioso dos presentes


Entre as festas, os encontros e reencontros, família reunida, trocas de presentes, de carinhos, votos de felicidades e a lembrança, que não se pode esquecer, do Aniversariante do dia, algumas coisas cintilantes como estrelas vão acontecendo para que nos sintamos presenteados.
Estes presentes, não têm preço.
Há alguns dias, nas trocas de comentários entre os seguidores e seguidos do meu blog, recebi muitos votos para um Natal feliz. E agradeço a todos que desejaram porque acredito, do fundo do coração, na energia positiva dessas manifestações. Muito obrigada mesmo, a todos.
Entre esses comentários havia um do Chefe Gostoso da Delicinha, do blog Química Perfeita, que costumo visitar e do qual gosto muito.
Disse ele o seguinte:

Chefe Gostoso disse...
Vita, 

Sei bem do que você fala, pois retomei o blog apenas em novembro de 2015 e já conheci pessoas incríveis como você.
Depreendo que você passará o Natal longe de seu Senhor, assim como eu passarei distante da Delicinha.
Eu sei que você já sabe disso, mas te contarei um segredo, enquanto todos tiverem congratulando seu Senhor pelo Natal, o pensamento dele, provavelmente, estará distante, pensando naquela mulher que sabe lhe dar um prazer único neste mundo.
Um Feliz Natal para você e o Sr. Torre.
Beijos,

Chefe Gostoso


Foi emocionante e profético.
Não que meu Dono não faça sempre isso; Ele faz.
Mas, no dia 24, em meio a festa de Natal em que eu estava, família reunida e quase na hora da ceia, perto da meia noite, meu telefone tocou.
Era meu Dono, falando de uma outra festa, a quilômetros dali, para me desejar Feliz Natal. Como disse, Ele sempre faz isso, mas, nesse momento, o olhar de outra pessoa, que havia praticamente profetizado isso, deu novas cores e dimensões a esse ato.
Que riqueza ser lembrada por alguém que estava tão longe, festejando, entre amigos e família, nesta hora! Como é raro e valioso estar no pensamento de alguém que, mesmo a quilômetros de distância, teve o pensamento voltado para mim por um instante, lembrou-se em um momento totalmente alheio a mim, um momento do qual não posso participar por inúmeros motivos mas onde acabei estando lá, pelo coração.
Coisas assim são importantes para qualquer pessoa mas, para uma escrava, são inestimáveis.

Foi motivo para uma noite feliz.


Obrigada Dono, por ser único no mundo e fazer sempre a diferença!
Por isso acredito mesmo que eu seja a escrava que nasceu com a lua na bunda (piada interna).
Obrigada  Chefe Gostoso da Delicinha por ter, com sua sensibilidade, me mostrado ainda mais quão valiosos são esses atos. Muitas felicidades e prazeres para vocês em 2016!


{Λita}_ST 



sábado, 19 de dezembro de 2015

O tempo


E o ano vem chegando ao fim.
Num  piscar de olhos acabou, como se o tempo viesse nos traindo e passando mais rápido. Como se nossas medidas de tempo, já obsoletas, não pudessem mais acompanhar. 



Há uns bons anos li que, segundo a física quântica, nós estamos vivendo, todos os dias, apenas dezesseis horas. E isso explica porque os dias, semanas e meses parecem "voar", porque vivemos correndo o dia todo, porque o que fazíamos antes em vinte e quatro horas, agora precisamos fazer em dezesseis horas; por estarmos experimentando um salto quântico dimensional.

Bem, nada entendo de física quântica mas é fato que o tempo tem corrido mais que eu e fica cada dia mais difícil alcançá-lo mesmo tendo pernas compridas... rs. Isso me põe a pensar que essas teorias poderiam sim, estar corretas.


Mas não vim aqui só falar do tempo, mas principalmente desejar a todos os amigos leitores, seguidores e visitantes um Feliz e Venturoso Natal.
A V/vocês, que tanto engrandeceram este espaço com suas visitas, silenciosas ou não, muito obrigada!


Gostaria que soubessem o quanto essa presença, esse carinho, me fez bem depois de tanto tempo fora, quase três anos.
Ser recebida com carinho pelos que aqui ficaram e fazer novos amigos foi realmente motivo de muitas alegrias nesse finalzinho de 2015.


Que o Natal não seja só mais uma data, uma festa, um  feriado, uma oportunidade de ganhar e retribuir presentes mas que seja um real momento de demonstrar amor. Amor de todas as formas, de todas as cores, um arco-íris de amor. Que tenhamos mais tempo para amar, apesar dos relógios.



A ilustre visita que não recebi não me deixará triste, guardarei comigo a esperança para o próximo ano. E deixo para vocês todo meu amor. 
E para o meu Dono amado, um Natal com todas as alegrias que Ele merece por ter me dado tantas alegrias e surpresas no decorrer do ano de 2015... mas destas, falo depois.
Volto ainda... o ano não terminou.

Para T/todos...



{Λita}_ST







terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Ela só queria...

... pentear os cabelos.


Você me tira, me vira do avesso e de ponta cabeça
Me tira o ar, me tira a paz
Arranca-me suspiros, gemidos e lágrimas


Secas de tanto vazar dos olhos
Morde-me o pescoço, a orelha os lábios
Você me tira o sono, e invade os sonhos


Me lambuza e abusa da minha incapacidade
De dizer não
Me espreme, me aperta e enrosca


Deleita-me com sussurros e canções
Escreve-me sua
Você me possui, sem saber


Me tem com minha permissão
Me tem inteira, de ponta a ponta
Pois eu permito tudo
Quando se trata de você

(Nynna Zamboti)


Spanking é a prática do espancamento, a atividade mais popular no mundo do BDSM. 

Um spanking pode ser feito de várias formas e intensidades, dependendo do gosto e/ou sadismo de quem o aplica.

Pode ser usado como castigo, para humilhação ou por simples prazer e os acessórios para spanking são muito variados. Podem ser usados chicotes, canes, talas, palmatórias, varas, chinelos, cintos, as mãos e/ou quaisquer objetos de acordo com a criatividade do Dominante.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sobre ontem...

"Decompor a luz
mistério de estrelas
paixão pela exatidão
caça aos vagalumes."


Eu estava confiante, mas ansiosa.
Foram muitos os contratempos que nos impediram de nos vermos nos últimos dois meses. Para acontecer mais um, bastava acontecer.


Eu tinha ordem de acordá-lo para que não se atrasasse, afinal, Ele faria uma viagem.
Tudo começou da pior maneira, ele não acordou. Insisti uma, duas, três vezes e nada. Teria continuado a insistir, ordem é ordem, mas o problema era a caixa postal que indicava cel desligado.
Desisti e resolvi esperar os acontecimentos, não sem antes enviar mensagem dizendo que cumpri a ordem e tentei o quanto pude.

"Na proximidade de fontes,
lagos e cachoeiras
braços e pernas e olhos,
todos mortos se misturam e clamam por vida."


Uma hora depois da combinada por nós Ele mandou enviou mensagem dizendo que sairia em trinta minutos. Isso me aliviou (Ele conseguiria vir!) e me deixou ansiosa (Meu Deus, Ele vem!).
Depois de um primeiro momento de letargia absorvendo a notícia, saí do choque para a ação... "tenho que começar a me arrumar'... mas, sabia que faria isso lentamente uma vez que ele estava ainda viajando. Uma viagem curta mas desde que se vá de uma cidade a outra, considero viagem.


Não importa há quanto tempo se pertença a alguém, se há um mês, um ano ou dez, a ansiedade é sempre a mesma. Borboletas no estômago, frio na barriga, pernas bambas, arrepios na espinha, todas as coisas que costumam assaltar a qualquer pessoa no primeiro encontro, mesmo que sejam muitos, incontáveis primeiros encontros porque a sensação é sempre essa.
Afinal, é o DONO, aquele que escolhemos e que vem fazer uso do que lhe pertence, pegar o que lhe foi ofertado.

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante.

Isso dá também fim a uma espera que pode ser de um dia, um mês ou até mais e que faz acumular desejos e sentimentos sem fim. Então, é forte. Não é apenas um encontro, é um acontecimento.
E para isso a escrava se prepara. Faz as unhas da cor que Ele gosta, deixa os cabelos brilhantes, a pele macia, escolhe a lingerie que Ele mal vai ver porque a intenção é sempre tirar...



Vagarosamente fui me preparando, quanto ele vencia quilômetro a quilômetro, a distância que nos separava.
Terminamos juntos. Ele, a viagem. Eu, a preparação.
E assim, nos encontramos.

"Que medo alegre, o de te esperar."

Fragmentos de "Estrela Perigosa", de Clarice Lispector



{Λita}_ST



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A torre


Quem conhece o nome do meu Dono, Senhor da Torre, logo imagina uma torre de verdade, inclusive pela imagem que Ele sempre utilizou, a torre de Luis Royo.
Mas, com ou sem imagem, provavelmente imaginam uma torre imponente, de pedra, ferro, aço ou qualquer material com que se possa construir uma torre.
Ninguém imagina que essa torre possa ser de carne e osso, que possua um coração que pulsa, um corpo que lateja e que possa ser tão humana quanto qualquer ser que consiga ler essas palavras.
A torre... sou eu.
O Senhor da Torre é o senhor de Λita, a torre.
Sempre foi meu desejo contar essa história mas minha humildade de escrava nunca permitiu, embora Ele tenha me dado esse nome por motivos muito especiais, que contei aqui, e tenha me honrado em ser sua torre pelo desejo de ter alguém que fosse forte e sólida como uma torre deve ser e ainda assim, com a capacidade de vergar-se a Ele.
Bem, a beleza e a simbologia de tudo isso suplantaram a modéstia, a humildade e, em homenagem a Ele, que foi capaz de dar a uma escrava o status de sua torre, de estar contida em seu próprio nome, revelo agora e agradeço, meu senhor, por tudo que isso representa...



"Minha Torre é vc, Λita. Construída com alicerces fortes e sobre um terreno de amor. E é bem do alto de vc, que o meu mundo faz sentido, onde as cores brilham em diversas formas, onde os aromas se juntam e aquecem e esfriam meu corpo, onde os sons se misturam criando uma sinfonia cheia de movimentos e intervalos, porque é o silêncio que faz o som existir, assim como é vc que me faz. TE AMO"


Senhor da Torre

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sobre a saudade...


Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinicius de Moraes


Certa vez uma pessoa me disse que sentir saudade é bom.
Discordo.
Talvez porque as pessoas estejam sempre confundindo saudades com recordações... ou porque uma coisa leve à outra.
Recordar é relembrar momentos vividos, isso pode ser bom ou não, existem as boas e as más recordações. As boas geram saudades e as más, alívio.
Mas a saudade, quando é de alguém, é falta. É falta da voz, do toque, do cheiro, do efeito que a presença daquela pessoa provoca em você.
E falta é o vazio. Falta é o nada. Falta é falta.
E falta não pode ser boa. A única falta ruim é a falta de amor.
Então, se algum dia alguém me dissesse novamente que sentir saudade é bom, eu perguntaria:
Você ama?

 {Λita}_ST





terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A importância do alimento




O que alimenta uma escrava, sua submissão e o desejo de servir sempre mais e melhor?

Uma escrava nada pede, nada exige, pouco espera, mas, precisa ser alimentada.
Há o alimento do corpo que sacia os desejos, o gozo do seu senhor, seus fluidos, seu prazer.
Nada é mais compensador para uma escrava que dar prazeres ao seu DONO, ser usada por ele e depois, servir-se desse néctar que pode ser o líquido precioso de seu gozo ou seu olhar brilhando de satisfação.



O alimento da alma que a faz sentir-se sempre cativa são os cuidados do DONO, o sentir-se verdadeiramente cuidada e protegida, sentir-se posse.

O alimento da razão para que sinta vontade de continuar servindo depende dos atos de seu DONO, de sua dignidade, caráter e senso de justiça.

E finalmente, o alimento do coração, que vem da admiração e do amor que ela sente por ele e que vê recompensados ao receber um carinho, um afago, um elogio.


Tudo isso pode remeter a ideia de dependência. Seriam as escravas dependentes de seus DONOS?
Escravas são fortes. Submeter-se a alguém em um mundo onde as pessoas lutam ferozmente por igualdade, é um ato de força extrema.

Mas, toda relação depende de esforços de lado a lado e mesmo que esses esforços sejam claramente delimitados pela linha vertical da hierarquia, só com a ação de ambos pode funcionar.
A escrava submissa necessita de alimento. Sem isso, "sua submissão não encontra eco e mergulha no vazio" (Senhor da Torre).

Uma relação D/s, por mais que esteja delimitada pela verticalidade, necessita de compromisso mútuo. Não existe relação unilateral. Uma relação demanda esforços de ambos os lados para crescer, expandir-se, tornar-se forte e cúmplice.
Uma escrava bem alimentada e conduzida pode alçar vôos inimagináveis, vencer limites antes impensados. Sem alimento, seus esforços se esvaem, suas asas não se fortalecem e seus vôos não passam de fracas e débeis tentativas até que finalmente morre de inanição.

O que leva uma escrava a servir é sua própria essência mas o que a impulsiona a crescer na servidão é a ação do DONO, sua condução. De nada adianta ter uma coleira apertando o pescoço se a guia arrasta-se pelo chão.


Para servir é necessário ter a quem, assim como é necessário que esse alguém queira ser servido.
A escrava depende da necessidade de seu DONO por ela para que se sinta útil.
E como fazer isso? É necessário que o DONO esteja sempre presente? Nem sempre é possível. Há os compromissos familiares, os de trabalho, os compromissos diários que impedem que essa presença seja possível, principalmente se moram em cidades ou estados diferentes. A vida real, diferente dos romances retratados nos livros, tem suas demandas.
No entanto, se não é possível estar presente, é possível fazer-se presente.


Um email curto, uma ligação de alguns minutos, um sms, uma ordem inesperada, às vezes uma simples palavra podem trazer a luz, o alimento que a escrava necessita, fazendo-a sentir-se lembrada, afagada, estimulada a servir mais e melhor. São gestos simples que podem fazer uma grande diferença. A diferença entre ser Dominador e saber ser DONO.


Não existe, nos dias atuais e com toda tecnologia à disposição, pretexto que justifique falta de comunicação.
Sendo assim, fica a pergunta:


O Senhor já alimentou sua escrava hoje?





{Λita}_ST
Feliz propriedade do Senhor da Torre



*Agradecimentos especiais ao DONO desta escrava que vos escreve, que a alimenta, há oito anos, todos os dias.




sábado, 28 de novembro de 2015

Conexão

Quem é que pode parar os caminhos? 


E os rios cantando e correndo? 



E as folhas ao vento? E os ninhos? E a poesia? 



A poesia como um seio nascendo...


Mario Quintana








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