quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Vermelho como o pecado



"Qual vai ser?"


... Vermelho!
Do fogo que queima as almas
E as consome!
Vermelho da cor de ira,
Vermelho da cor da fome!
Vermelho como o pecado...
Que tomou minha alma exangue,
E como eu nasci plebeu,
Vermelho cor do meu sangue...
Ah! Meu amor! Os meus versos
A arderem de desejos!
São vermelhos, sim! Vermelhos,
Vermelhos como os meus beijos!... "

(Border, in "Poesia da Minha Avó"
Fragmento de Poema Vermelho)


Wax play é um tipo de prática onde o Dominante retém uma vela acesa ou cera derretida sobre o corpo do(a) submisso(a) e pinga ou despeja em sua pele nua. 

Há um número de sensações interessantes e sentimentos envolvidos no wax play:
Quando se está com os olhos vendados ou quando a cera está sendo pingada à sua volta, pode haver uma grande quantidade de tensão ou apreensão do(a) submisso(a) enquanto espera a próxima gota de cera quente sem saber em que temperatura estará ou onde será pingada.


Wax play pode ser combinado com bondage ou outras práticas e é geralmente muito prazeroso e apreciado por um grande número de praticantes de BDSM.

Fonte: escravas & submissas






domingo, 25 de outubro de 2015

Uma escrava é sempre nua


Uma escrava, para seu Dono, está sempre nua

Corpo nu, para ser usada

Alma nua, para ser desvendada



Coração nu, para ser sentida

Mente nua, para ser comandada

Essa nudez de tudo é sua melhor oferta a Ele, sua entrega


{Λїtą}_ŞT



"...uma mulher é feita de mistérios

tudo se esconde: os sonhos, as axilas, a vagina

ela envelhece e esconde uma menina

que permanece onde ela está agora

.

o homem que descobre uma mulher

será sempre o primeiro a ver a aurora."


Fragmento de Uma mulher, de Bruna Lombardi



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

E o Amor?

E o amor?
Quem leu este título deve ter imediatamente pensado em nuvenzinhas cor de rosa mas o assunto é um pouco mais complexo.

Amor e BDSM são compatíveis? Há quem diga que não. Alguns combatem ferozmente essa ideia e não sem razão. A busca primordial no BDSM deveria ser pelo prazer, pela libertação, pela quebra de tabus e paradigmas, pelo romper de limites e assim, ir além do imaginável no mundo dos prazeres. Alguns pensam inclusive que seria perfeito se as relações BDSM fossem desvinculadas de sentimentos, a busca pelo prazer seria bem menos complicada. O mergulho da entrega pode se dar quando existe confiança entre os parceiros.

Mas... e quando o sentimento simplesmente acontece?
O que resulta dessa mistura? É possível manter o nível de uma D/s quando o sentimento aparece?
Cinquenta Tons à parte, não é incomum que pessoas que têm uma relação intensa e de alta cumplicidade como a D/s se apaixonem.


"Apaixonar-se pode ser mais científico do que você pensa, segundo uma pesquisa realizada pela Dra Stephanie Ortigue, da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos.
O estudo, uma revisão dos trabalhos anteriores sobre o amor, revelou que apaixonar-se pode provocar o mesmo sentimento de euforia que é causado pelo uso de cocaína, e também afeta áreas intelectuais do cérebro.
Os pesquisadores também descobriram que apaixonar-se é de uma rapidez estonteante: leva cerca de um quinto de segundo - isto mesmo, 0,2 segundo - para que uma pessoa fique irremediavelmente viciada no amor.
Os resultados do estudo foram publicados na revista Journal of Sexual Medicine.
Os resultados obtidos pela equipe da Dra Ortigue revelam que, quando uma pessoa se apaixona, 12 áreas do cérebro trabalham em conjunto para liberar químicos indutores de euforia, como dopamina, ocitocina e adrenalina.
O sentimento de amor também afeta funções cognitivas sofisticadas, tais como a representação mental, as metáforas e a imagem corporal.
Os resultados têm implicações importantes para a neurociência e para a pesquisa em saúde mental porque, quando o amor não é correspondido, ele pode se tornar uma causa significativa de estresse emocional e depressão..." (Leia mais em Base científica do Amor).

Independente das crenças, teorias e estudos sobre esse sentimento tão complexo, ele acontece. E pega de surpresa, sem chance de defesa e sem botão On/Off para desligar quando nos assalta.
Para amar basta ser humano e pensar que é possível controlar isso é tão imaturo quanto colocar estas relações SM em um nível apenas cor de rosa, romântico.
E estar em um relacionamento onde há entrega, cumplicidade, desejos, taras, fetiches, fantasias e a realização destas em comum, a chance é grande.

Como lidar com isso sem comprometer a relação?
É difícil não se deixar afetar. A paixão e o amor trazem no pacote outros sentimentos nada saudáveis para uma D/s: ciúmes, inseguranças e angústias, sentimentos de posse por parte do bottom. E o Top, caso se apaixone, pode passar a ter certas restrições em torturar o ser amado, em lhe causar dor física ou emocional, humilhá-lo, castigá-lo ou mesmo lidar com esses sentimentos do bottom...
Seria utópico afirmar que o sentimento possa ser ignorado, que tudo continue a ser como antes mas é possível sim manter um equilíbrio, rever novas formas de se relacionar e procurar ao máximo administrar a nova situação, mesclando esses dois mundos: o do sentimento e o do prazer sadomasoquista.

Cabe, a quem não quer perder o foco da D/s deixando que o lado SM da relação definhe, adaptar-se à nova situação com diálogo e um constante exame de consciência: "estou ainda desempenhando meu papel de sub/Dono ou deixando que o sentimento me afete?"... não parece fácil e realmente não é.
Alguns, quando assaltados pelo sentimento, acabam partindo para a relação baunilha e deixando, às vezes sem perceber,  a D/s se perder. Outros, mais temerosos pelos compromissos que o sentimento traz embutido, terminam a relação. Mas, quem se arrisca nessa tentativa pode ser agradavelmente surpreendido por uma relação rica e completa, cheia de dificuldades sim, com muitos desafios a enfrentar mas, deliciosa de se viver.

 {Λїtą}_ŞT 

*Publicado em 21 de ago de 2014 no blog escravas & submissas

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Curiosidades sobre hashis

Porque Ele adora comida japonesa



Os hashis começaram a ser usados no ano de 2.500 antes de Cristo. Conta-se que os primeiros foram utilizados como suporte para grelhar carnes sobre a brasa. Para não queimar as mãos e servir a carne, eram usadas as tiras de bambu.



Lenda ou fato, o hábito sobrevive até os dias de hoje e se mostra uma das formas mais interessantes de manipulação dos alimentos.
Os hashis são mais higiênicos do que os garfos e colheres e podem ser produzidos com diversos materiais, desde bambu até prata e marfim.


Parece que toda a cultura culinária oriental foi de certa forma desenvolvida para ser consumida por estes palitinhos. Os alimentos são cortados em tamanhos que podem ser facilmente segurados, dispensando o uso da faca e do garfo.


Existem algumas regras de etiqueta para segurar os hashi. Uma delas é não ficar balançando os palitos no ar. Também não é de bom tom passar os alimentos de hashi para hashi de outra pessoa. Os palitinhos são delicados e como tal não devem jamais perfurar os alimentos.


Dizem os japoneses que os hashis não fazem parte da tradição de comer sushis e sashimis. Isso é um hábito ocidental. O correto é consumir utilizando-se das mãos


Fonte: Nazo Sushibar
Fotos: Arquivo pessoal. Proibido copiar




sábado, 17 de outubro de 2015

A montanha-russa


A montanha-russa é uma alegoria que algumas de nós, escravas e submissas, utilizamos para descrever nossa escalada na submissão e, principalmente, com relação a nossos Donos.
Entre amigas, comentamos:
_ Como vai o carrinho?
_ Subindo - a outra responde - e o seu?
_ Lá no alto, perto das nuvens.
Mas, algumas vezes, o carrinho desce... e a descida pode ser suave ou vertiginosa, dependendo da gravidade da crise.
Vários motivos podem por nosso carrinho a descer mas, os mais dolorosos, são aqueles causados por nós mesmas.
Uma palavra na hora errada, algo que não devia ser dito pode ser a gota que faz transbordar o copo.
E começa o tempo do sofrimento, das dúvidas e aflições.
E daí vem a culpa, a pior das dores, a de ter decepcionado ou aborrecido o Dono.
(Malhas que o Império tece!)... dias de dor.
Resta a reflexão, a culpa admitida, o perdão pedido e esperado.
A espera pelo castigo que expurga a falha... e o tempo, para esquecer e procurar crescer e ser melhor.


Perdão Dono, por não ter percebido o momento certo. 
Prometo tentar sempre ter sensibilidade suficiente para dizer as coisas na hora certa. Te amo.
Sua..

{Λїtą}_ŞT



*(Malhas que o Império tece!), Fernando Pessoa, in O Menino de Sua Mãe
Fotos: retiradas da Internet



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre plantas e escravas...


Esta é a imagem de uma de minhas plantinhas que adoro ter... tenho várias.
Gosto do verde delas, do frescor, de como crescem, de como algumas florescem, gosto de como elas enfeitam minha varanda. Por isso as tenho.
Elas naturalmente não me pedem nada. Nada cobram ou exigem.
Mas, mesmo que não peçam, mesmo que nada esperem de mim, sei que minha obrigação é cuidar delas.
Se, pelo fato de não cobrarem eu for negligente com elas, deixar de cuidar, deixar de regar, é óbvio o que vai acontecer; irão perder o frescor, irão murchar e no fim, até morrer.
Sendo assim, o fato de não me pedirem nada, de nada esperarem de mim, não me tira em absoluto a responsabilidade de cuidar.

E o que tem isso a ver com o assunto deste blog?

Tudo.

Uma escrava, da mesma forma, nada pede, nada exige, pouco espera.
Isso não tira do Dono a responsabilidade de cuidar; a escrava é plena, serena, comprometida, disposta e feliz quando é cuidada. Quando não, murcha, sua submissão cai no vazio do desencanto.
O fato de nada pedirem não tira do Dono, em absoluto, a responsabilidade de cuidar do que possui.

Arquivo pessoal. Proibido copiar

Por tudo isso agradeço ao meu Dono Senhor da Torre que, mesmo que eu nada peça ou exija, cuida, alimenta, rega a minha submissão mantendo-me entregue, disposta a atendê-lo sempre e cada dia com mais empenho e amor.

Seria perfeito se todos pudessem ter esse entendimento para que nenhuma submissão se perca, murche e caia no desencanto.


{Λїtą}_ŞT

sábado, 10 de outubro de 2015

Amanhecer


Amanhecer
Hilda Hilst

Colada à tua boca a minha desordem. 
O meu vasto querer. 
O incompossível se fazendo ordem. 
Colada à tua boca, mas descomedida 
Árdua 
Construtor de ilusões examino-te sôfrega 
Como se fosses morrer colado à minha boca. 
Como se fosse nascer 
E tu fosses o dia magnânimo 
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Porque era setembro...


Quando Setembro Chegar
Ludmila Guarçoni

As flores de setembro enfeitando o dia
Quando setembro chegar o inverno terá acabado e o amanhecer virá me acordar, apressado.
Não mais haverá folhas secas caídas ao chão, pois as cores, antes tímidas, voltarão em puro êxtase, bailando num festival deliciosamente provocante.
Quando setembro chegar o sol estará pleno, iluminando os mares do meu mundo.
Uma brisa suave teimará em bater de leve em meu rosto, desajeitando meus cabelos úmidos e pesados. 
Um aroma antigo se fará presente, trazendo consigo a quietude do meu ser.

Aromas e gostos: festa dos sentidos
Quando setembro chegar serei embalada por uma música e por alguns instantes deixarei de respirar. 
Em órbita, minha razão terá sido arrancada de mim por algo que não pretendo explicar.
Teremos tempestade. Ventania. Um doce fechar de olhos. Um meio sorriso preso nos lábios.
Quando setembro chegar correrei ao encontro dos sentidos. Ao abrir uma janela descobriria um novo cheiro, ao escancarar uma porta um novo gosto. Na intimidade de um toque, desvendaria um olhar. 

Todos os prazeres são permitidos
Uma onda de felicidade atingirá todo meu corpo. 
Alegria em forma de espuma nos pés, contentamento em forma de grãos de areia nas mãos. Não haverá nuvens no meu céu.
Quando setembro chegar eu serei todas as estações do ano…

Um brinde... e a melhor das bebidas derrama-se em mim
E setembro chegou...
Junto com ele, o nosso aniversário.
Às vezes é difícil acreditar que todos esses anos se passaram mas basta começar a pensar em tudo que vivemos e a dimensão desse tempo torna-se palpável.

E assim chegou, enfim, o dia da comemoração do nosso aniversario de oito anos!
Aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo, com o mês já chegando ao fim e muita angústia da escrava por achar que a comemoração não ia mais acontecer.
Mas o Dono estava focado, nunca deixou de comemorar a data e, apesar de os planos anteriores terem sucumbido aos compromissos de trabalho e a vários outros contratempos, finalmente Ele chegou, lindo e loiro - literalmente - para a comemoração que foi, como ele mesmo disse, emblemática.
Nada das viagens e das produções planejadas. Um encontro, um passeio a um local repleto de recordações nossas, todas lindamente relembradas e descritas por ele, para total felicidade da escrava que o ouvia, embevecida.

A escrava em seu lugar: aos pés do Dono
Muitos símbolos dessa história de oito anos espalhados pelos lugares por onde passamos.
Sim, oito anos de uma história não se comemora apenas dentro do quarto com uma sessão.
E assim, do passeio cheio de lembranças passamos para a intimidade que me abstenho de contar, mas ainda tão cheia de encantamento que prefiro guardar só para nós, deixando apenas algumas imagens dos raros momentos em que as mãos estavam desocupadas e em que a câmera foi lembrada porque, definitivamente, ela não era o mais importante.

O beijo de agradecimento; obrigada pelos 8 anos a seus pés, senhor!



sábado, 26 de setembro de 2015

A surpresa

Era aniversário do meu Dono. E para essa comemoração eu seria dominada por uma Domme na presença dele.
Mas, no dia anterior a esse  evento tão esperado, a senhora que me dominadoria me ligou e desmarcou o compromisso, dizendo que surgira um contratempo e não poderia participar da sessão.
Desespero da escrava... e agora??? Uma das piores coisas para uma escrava é frustrar os planos do Dono, não há dor maior. Sendo ou não a culpada (e eu não era) fiquei muito mal.
Essa sessão partiu de um desejo dele, de uma ordem que me deu de conseguir uma Domme que me dominasse em sua presença para que ele assistisse.
Não foi fácil conseguir, a ordem tinha alguns pormenores específicos, a sessão teria que ser na minha cidade, o que tornava tudo mais difícil. Eu precisava encontrar alguém que, além de aceitar me dominar diante do olhar do meu Dono, se dispusesse a viajar até a minha cidade com ele. Mas nada detém uma escrava determinada e ao fim da busca eu tinha três possibilidades, três senhoras dispostas, cada uma delas com suas particularidades e exigências e assim, depois de algumas conversas, ficou combinado com uma delas... justamente a que, no último momento, teve um contratempo e desistiu.
Restava contar a ele mas, antes que isso acontecesse, resolvi lançar mão do plano B - plano esse que nem existia mas que tive que arranjar. Como deixar passar assim, em branco?
Tínhamos uma amiga, L, uma mulher que já havia saído conosco uma vez e da qual ele tinha gostado muito. Simpática, extrovertida e muito sexy.
Liguei para ela, expliquei a situação, falei do aniversário e ela aceitou logo participar da brincadeira, uma vez que gostaria de dar a ele um presente-surpresa também.
Não tenho palavras para dizer o quanto fiquei agradecida... ela salvou a festa!
Quando ele ligou para combinar nosso encontro, contei que a Domme tinha desistido mas que havia ainda uma surpresa. Nem de longe deixei que soubesse o que era e assim, no dia seguinte ele chegava e o encontrei na rua, entrei no carro e disse que iríamos a um lugar, a uma outra rua para que ele recebesse sua surpresa.
Ao chegarmos ao local combinado, tentei vendá-lo. Ele não aceitou (imaginem se ia aceitar... rs) mas me garantiu que ficaria com os olhos fechados.
Vi, pelo retrovisor, que nossa amiga L. já vinha caminhando graciosamente em um vestidinho preto bem colante,  pela calçada...  e, pedindo que ele permanecesse de olhos fechados, abri a porta e saí.


Ela aproximou-se silenciosamente, entrou no carro, sentou-se ao lado dele e o beijou na boca. Ele imediatamente percebeu que não era eu mas abriu os olhos e quando viu quem era ficou realmente surpreso e feliz. Minha satisfação naquele momento foi imensa, não há recompensa maior que fazer algo que realmente agrade o Dono. E isso eu havia conseguido, mesmo depois do plano original haver naufragado. Alegria em dobro por conseguir contornar a situação e por vê-lo tão feliz.



Entrei então no carro pela porta traseira para que ele aproveitasse melhor sua surpresa e assim seguimos para o local da comemoração onde muitas alegrias e prazeres foram vividos.



Essa deveria ser uma história totalmente feliz mas nem sempre as coisas saem exatamente como esperamos.
Nesse dia, tentando fazer uma surpresa que começou tão bem, acabei sendo surpreendida por mim mesma... às vezes nossos próprios sentimentos nos traem. Mas essa é outra história e está contada aqui:

Continho

De qualquer maneira valeu e valerá sempre a pena surpreender meu Dono. Proporcionar alegrias e prazeres a ele me faz muito feliz e espero ter ainda muitas oportunidades de surpreendê-lo mesmo que me custe, afinal, o brilho daquele olhar não tem preço.


domingo, 20 de setembro de 2015

Ganhando as ruas...


Nem só de sessões de spanking, torturas e outras práticas se faz uma relação D/s.
Quando Dom e sub são parceiros, cúmplices, quando o Dominador é criativo e sua submissa embarca em suas fantasias, dentro, é claro, da consensualidade, a relação pode deixar a masmorra e ganhar a rua, o mundo, para a vivência dessas fantasias.
E como isso pode enriquecer essa vivência, essa cumplicidade!... só quem vive para contar.
Esta é uma parte que me agrada muito, confesso. As role plays, a imaginação fluindo, a fantasia sendo concretizada em cenas imaginadas pelo casal e o tesão e a adrenalina correndo solta tornam muito rica essa interação.
Há pouquissimo tempo atrás uma amiga, luah negra e seu Dono, DOM JH, viveram algo assim. Vale a pena a leitura do relato de luah...

Deixando de ser puta para ser dama

Continuando... meu Dono gosta de passear comigo. E nesses passeios as coisas vão acontecendo sem muito planejamento mas com o tesão e a criatividade que vão surgindo no caminho. São muitas as lembranças desses deliciosos momentos...

Foto de arquivo pessoal - proibido reproduzir

Foto de arquivo pessoal - proibido reproduzir
Certa vez meu Dono, estando para chegar em minha cidade, deu-me uma ordem. Queria que eu me vestisse como puta e assim o esperasse na beira da rua.  Caso alguém parasse, algum potencial cliente, eu deveria dizer que estava esperando um outro cliente com quem tinha marcado.
Parece simples mas o "papel" me deixou à flor da pele, o coração batendo em todas as partes do corpo e a adrenalina a mil.
E assim, lá fui eu atrás de alguma roupa que me fizesse parecer minimamente uma puta, tarefa difícil para alguém como eu, que não sou fã de roupas curtas e muito justas. Fiz a melhor produção que pude com o pouco que tinha, um vestido preto mais ou menos curto, meia-calça também preta, botas e, para completar a montagem meio apressada e mais que desajeitada, um cigarro entre os dedos... completei com uma atitude que eu definiria como oferecida rs.
Ao passar por uma praça onde vários idosos jogavam baralho em volta de uma mesa, tive a certeza que acertei mininamente no visual... "Ôôôôô princesa!" - ouvi de um deles enquanto os outros sorriam.
O local que escolhi para esperá-lo não ajudou muito, fiquei parada em uma estrada de alta velocidade, de forma que os motoristas de carros e caminhões passavam tão rápido que só tinham tempo mesmo de buzinar. E foram buzinas e buzinas...
Só parou mesmo um ciclista, mas esse, apesar da intenção, não tinha condições de me fazer nenhuma proposta... diverti-me pensando no meu potencial cliente saindo comigo de bicicleta. Mas a ordem não era essa, era apenas esperá-lo e então ele finalmente chegou, parou o carro rente ao meio fio e eu, querendo fazer meu trabalho, apoiei-me na janela e ele perguntou se apareceu algum cliente. Disse que não, que só ele mesmo e entrei no carro.
_ Então faça seu trabalho, menina - disse, já me pegando pelos cabelos e empurrando minha cabeça para o meio de suas pernas.
Eu, totalmente focada na personagem, disse que era cedo para isso porque não tínhamos combinado o preço.... péssima ideia, fui de boca cheia até o motel, sem poder olhar a paisagem e lá entrei, assim fiquei até que ele gozou no meu rosto e mandou que permanecesse de olhos fechados... ia receber meu pagamento.
Após alguns minutos ali ajoelhada e de olhos fechados,  ele mandou que eu estendesse a mão e colocou algo nela. Quando finalmente abri os olhos sorri ao ver a "moeda" com a qual fui paga: jujubas!
Ele sabe que adoro jujubas. Um agrado pelo cumprimento da ordem. O resto do "pagamento" deu-se nas horas seguintes que estivemos juntos.

Poder brincar, viver fantasias juntos não tira o sentido da D/s. Ao contrário, enriquece a cumplicidade, a intimidade e, diga-se de passagem, é bom demais!

  {Λїtą}_ŞT 



   
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