Nem só de sessões de spanking, torturas e outras práticas se faz uma relação D/s.
Quando Dom e sub são parceiros, cúmplices, quando o Dominador é criativo e sua submissa embarca em suas fantasias, dentro, é claro, da consensualidade, a relação pode deixar a masmorra e ganhar a rua, o mundo, para a vivência dessas fantasias.
E como isso pode enriquecer essa vivência, essa cumplicidade!... só quem vive para contar.
Esta é uma parte que me agrada muito, confesso. As role plays, a imaginação fluindo, a fantasia sendo concretizada em cenas imaginadas pelo casal e o tesão e a adrenalina correndo solta tornam muito rica essa interação.
Há pouquissimo tempo atrás uma amiga, luah negra e seu Dono, DOM JH, viveram algo assim. Vale a pena a leitura do relato de luah...
Deixando de ser puta para ser dama
Continuando... meu Dono gosta de passear comigo. E nesses passeios as coisas vão acontecendo sem muito planejamento mas com o tesão e a criatividade que vão surgindo no caminho. São muitas as lembranças desses deliciosos momentos...
| Foto de arquivo pessoal - proibido reproduzir |
Parece simples mas o "papel" me deixou à flor da pele, o coração batendo em todas as partes do corpo e a adrenalina a mil.
E assim, lá fui eu atrás de alguma roupa que me fizesse parecer minimamente uma puta, tarefa difícil para alguém como eu, que não sou fã de roupas curtas e muito justas. Fiz a melhor produção que pude com o pouco que tinha, um vestido preto mais ou menos curto, meia-calça também preta, botas e, para completar a montagem meio apressada e mais que desajeitada, um cigarro entre os dedos... completei com uma atitude que eu definiria como oferecida rs.
Ao passar por uma praça onde vários idosos jogavam baralho em volta de uma mesa, tive a certeza que acertei mininamente no visual... "Ôôôôô princesa!" - ouvi de um deles enquanto os outros sorriam.
O local que escolhi para esperá-lo não ajudou muito, fiquei parada em uma estrada de alta velocidade, de forma que os motoristas de carros e caminhões passavam tão rápido que só tinham tempo mesmo de buzinar. E foram buzinas e buzinas...
Só parou mesmo um ciclista, mas esse, apesar da intenção, não tinha condições de me fazer nenhuma proposta... diverti-me pensando no meu potencial cliente saindo comigo de bicicleta. Mas a ordem não era essa, era apenas esperá-lo e então ele finalmente chegou, parou o carro rente ao meio fio e eu, querendo fazer meu trabalho, apoiei-me na janela e ele perguntou se apareceu algum cliente. Disse que não, que só ele mesmo e entrei no carro.
_ Então faça seu trabalho, menina - disse, já me pegando pelos cabelos e empurrando minha cabeça para o meio de suas pernas.
Eu, totalmente focada na personagem, disse que era cedo para isso porque não tínhamos combinado o preço.... péssima ideia, fui de boca cheia até o motel, sem poder olhar a paisagem e lá entrei, assim fiquei até que ele gozou no meu rosto e mandou que permanecesse de olhos fechados... ia receber meu pagamento.
Após alguns minutos ali ajoelhada e de olhos fechados, ele mandou que eu estendesse a mão e colocou algo nela. Quando finalmente abri os olhos sorri ao ver a "moeda" com a qual fui paga: jujubas!
Ele sabe que adoro jujubas. Um agrado pelo cumprimento da ordem. O resto do "pagamento" deu-se nas horas seguintes que estivemos juntos.
Poder brincar, viver fantasias juntos não tira o sentido da D/s. Ao contrário, enriquece a cumplicidade, a intimidade e, diga-se de passagem, é bom demais!
{Λїtą}_ŞT








