quinta-feira, 6 de março de 2008

Nua


Assim Nua...
Assim pura
Inocente
É que sou tua
inteira, toda
Indecente
Assim sou duas:
menina tua, frágil
Carente
E aquela outra
mulher, cadela
Incandescente
Mas toda tua
sempre, sempre
Assim Nua...

{Λїtą}_ŞT

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Brincando nas estrelas


Depois de um tempinho sem postar, retorno feliz e com uma imensa vontade de agradecer às pessoas que aqui vêm para visitar meu humilde cantinho. E querendo esclarecer também que este espaço não é um stand de demonstrações de técnicas BDSM e sim um lugar onde externo meus sentimentos de submissa e mulher... e que compartilho alegremente com todos que por aqui passam. E compartilhando, me permito tudo, até brincar com as estrelinhas que Ele me deu.
Beijos carinhosos a todos os amigos... ao Dono do meu coração, meus respeitos e meu eterno e incondicional amor.

{Λїtą}_ŞT

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sem fim


Íamos perambulando pela noite, pela estrada, ELE com uma mão ao volante e outras centenas de mãos em mim, enfiando-se embaixo do meu vestido, dentro da calcinha, me beijando louca e perigosamente apesar do risco e num repente parou. Virou o carro na estrada vazia e tomou o caminho de volta. Eu sem entender, apenas ia... iria aonde ELE quisesse me levar... e não me levou longe. Logo eu entenderia porque ELE voltou. Parou o carro em frente a um portão rústico de madeira onde uma placa também de madeira dizia em letras brancas "Cantinho do Céu". As letras brilhavam contra a luz dos faróis.
Desceu do carro, abriu o portão e assim, adentramos a estreita estradinha que levaria a algum lugar. Um sítio? Uma pousada perdida na estrada? Não importava, existia a estradinha e era tudo que precisávamos.
_ Saia do carro.
ELE jamais precisaria dizer que eu devia tirar o vestido, eu sabia o que queria, entendia-o pelo olhar, pelo pensamento e principalmente, pelos desejos. Tirei o vestido e saí. Uma chuvinha muito fina molhava vagarosamente meu corpo.
Apoiei-me no capô, pernas entreabertas, sabia o que ELE queria, não tinha porque perder tempo com perguntas.
Logo ouvi o barulho do zíper sendo aberto, o fio estreito da calcinha foi puxado para o lado e minha cabeça rodou quando o senti entrando em mim, um gemido abafado e eu vi estrelas na noite escura, de chuva miudinha, no Cantinho do Céu.


{Λїtą}_ŞT


quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O pé



...Não sei se foi o pé ou o pisar
Mas foi seguro, confiante, convicto
Seu alicerce
Minha segurança
O tempo passou e continuo encantada com seus pés
Eles me surpreendem diariamente
Sinto-me protegida com eles
Sei que não vou cair...

(Fragmento: Dos Seus Pés - Senhorita Miller)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sem poesia


Hoje sem poesia... porque a imagem já é poesia.
Apesar de ser exibicionista, relutei muito em postar essa imagem, um momento sublime onde eu me alimento de amor, do leite do meu Dono, por medo de chocar as pessoas. É claro que isso é uma coisa comum, mas tratava-se do meu interior.
E foi ele que, mais uma vez, me mostrou que não devo ter medo de nada. Compreendi que tudo aquilo que é feito com prazer e amor e sem trazer dano a alguém, não choca.
Te dedico esta imagem, Senhor, por me dar a direção, sempre. E com prazer mostro o que com prazer faço. Sem medo de ser feliz. Obrigada.

{Λїtą}_ŞT

sábado, 19 de janeiro de 2008

Saudades



Saudades...
Trancar o dedo na porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo também dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem,
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua, cárie e pedra no rim...
Tudo dói!
Mas saudade... ahhhh, saudade dói mais sim!

{Λїtą}_ŞT

domingo, 6 de janeiro de 2008

Corpo





Ofereço-te:
esta coordenada-cordilheira
esta longa seda desprendida
o buraco, o vale, o abraço prolongado.
Cavalga amor com mãos acesas
- argonauta da bússola partida –
para que sul e norte se soltem
para que os signos azuis
te devorem,
para que a minha voz cubra
o teu silêncio.
Onde reconheci o teu sinal,
onde reconheci o meu?
Na tua voz, nos teus olhos, nas tuas mãos
ou no silêncio que precede o silêncio?
A tua mão ordena a desordem do caos
e a minha paixão agita os ramos da árvore
que há dentro de ti
para que os frutos caiam.
Que generosos são os deuses
sábios e calados!
Posso observar o seu sorriso
de prazer, de entendimento
quando nos vêem
caminhando juntos,
desenredando os fios
em estranhos, secretos labirintos...

(Lourdes Espínola)

sábado, 29 de dezembro de 2007

Uma chama




"Existe uma chama que me queima
o corpo material e humano
em lascívia de desejo insano.

Existe uma chama que me queima
a alma outrora pura e ingênua
envolvendo em torpe pensamento.

Existe uma chama que me queima
por fora e por dentro, o corpo inteiro
abrasando-me a alma, entorpecendo-me a mente.

Existe uma chama que me queima
que ora vem como anjo doce e meigo
sussurrando melodias de amor
que dizem baixinho "te amo"."

(Fragmento do poema "Anjo e Demônio", de Regina Célia.)


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Ao Sol...




"A impenetrabilidade do sol ao meio-dia

Recordo do brilho que irradia

Do sorriso que se ria

O amor que me fazia

O silêncio que eu ouvia

E o olhar que me desvia.

Meu coração ferve

A incompatibilidade não serve

Quero que você me observe

Enquanto eu me exibo!......


Ao sol do meio dia."


(Fragmento do poema "Um dia apenas" de Rafael Inácio)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Depois da chuva




Depois da chuva
o sol brilha novamente
as gaivotas anunciam a manhã
a lágrima secou na alma
vai como a fria neblina
o sorriso desponta manso
vem como a aurora boreal
a cobrir o céu com beleza sem igual...
Quero brincar feito criança
na água que desce a ladeira
brincar na enxurrada
como se um banho
de esperança
da terra molhada sentir
o cheiro... Sorrir como o sol
fuleiro e iluminar o mundo
inteiro.
(Sirlei L. Passolongo)

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