sábado, 19 de janeiro de 2008

Saudades



Saudades...
Trancar o dedo na porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo também dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem,
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua, cárie e pedra no rim...
Tudo dói!
Mas saudade... ahhhh, saudade dói mais sim!

{Λїtą}_ŞT

domingo, 6 de janeiro de 2008

Corpo





Ofereço-te:
esta coordenada-cordilheira
esta longa seda desprendida
o buraco, o vale, o abraço prolongado.
Cavalga amor com mãos acesas
- argonauta da bússola partida –
para que sul e norte se soltem
para que os signos azuis
te devorem,
para que a minha voz cubra
o teu silêncio.
Onde reconheci o teu sinal,
onde reconheci o meu?
Na tua voz, nos teus olhos, nas tuas mãos
ou no silêncio que precede o silêncio?
A tua mão ordena a desordem do caos
e a minha paixão agita os ramos da árvore
que há dentro de ti
para que os frutos caiam.
Que generosos são os deuses
sábios e calados!
Posso observar o seu sorriso
de prazer, de entendimento
quando nos vêem
caminhando juntos,
desenredando os fios
em estranhos, secretos labirintos...

(Lourdes Espínola)

sábado, 29 de dezembro de 2007

Uma chama




"Existe uma chama que me queima
o corpo material e humano
em lascívia de desejo insano.

Existe uma chama que me queima
a alma outrora pura e ingênua
envolvendo em torpe pensamento.

Existe uma chama que me queima
por fora e por dentro, o corpo inteiro
abrasando-me a alma, entorpecendo-me a mente.

Existe uma chama que me queima
que ora vem como anjo doce e meigo
sussurrando melodias de amor
que dizem baixinho "te amo"."

(Fragmento do poema "Anjo e Demônio", de Regina Célia.)


segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Ao Sol...




"A impenetrabilidade do sol ao meio-dia

Recordo do brilho que irradia

Do sorriso que se ria

O amor que me fazia

O silêncio que eu ouvia

E o olhar que me desvia.

Meu coração ferve

A incompatibilidade não serve

Quero que você me observe

Enquanto eu me exibo!......


Ao sol do meio dia."


(Fragmento do poema "Um dia apenas" de Rafael Inácio)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Depois da chuva




Depois da chuva
o sol brilha novamente
as gaivotas anunciam a manhã
a lágrima secou na alma
vai como a fria neblina
o sorriso desponta manso
vem como a aurora boreal
a cobrir o céu com beleza sem igual...
Quero brincar feito criança
na água que desce a ladeira
brincar na enxurrada
como se um banho
de esperança
da terra molhada sentir
o cheiro... Sorrir como o sol
fuleiro e iluminar o mundo
inteiro.
(Sirlei L. Passolongo)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Caçadora do amor


"... Pra você
Tiro minha máscara
De moça recatada
Burguesa e indefesa
E me mostro como sou
Caçadora do mais insano amor...
Mostro minhas partes baixas
Periféricas, minhas ruas mais vadias
Avenidas cheias de entrelinhas
Para que suas mãos e sua língua
Façam nelas poesia..."

Adaptado de texto encontrado na Internet
Autoria desconhecida

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Abdico



...Olha-me direto e te sirvo
Lança teu capricho e o cumpro
Por mim mesma largo-me abjuro-me
e me esqueço e me abdico sob teu mando...

O Pastor Leviano - poemas soltos

                                                       

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O peso da tua mão



"O peso da tua mão em mim... o que poderia me fazer mais tua senão esse poder mágico que tens de tirar prazer da minha dor?" 

{Λїtą}_ŞT

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Meu alimento



"Enquanto fores meu alimento, não sentirei fome, nem sede... 
Pois minha carne é feita de desejo; meu sangue, de te querer. 
Faminta de ti, da seiva que me faz viver..."

{Λїtą}_ŞT

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Se duvidas



Se duvidas que teu corpo possa estremecer comigo – desnuda-o inteiramente. E não me fales, não digas seja o que for, porque o silêncio das almas dá mais liberdade às coisas do amor.

Antônio Botto (1897-1959



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