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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cativar II

A raposa e o Dono


__ Por favor... cativa-me! -disse ela.
__ Eu até gostaria -disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.


__ A gente só conhece bem as coisas que cativou -disse a raposa. __ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!


__ O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
__ É preciso ser paciente -respondeu a raposa. __ Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...


No dia seguinte o príncipe voltou.
__ Teria sido melhor se voltasses à mesma hora -disse a raposa. __ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... 


Texto: Diálogo entre a raposa e o Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry








sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Liturgia BDSM I


Como em toda sociedade, o BDSM tem suas regras, rituais e símbolos preestabelecidos, a diferença é que aqui são estabelecidos entre as partes, sempre na busca de atender suas fantasias e proporcionar maior prazer.
É, antes de tudo, ação expressa mediante palavras e gestos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).


As regras determinam como a submissa deve agir diante de seu Dominador. Os rituais definem as condutas que a submissa deve seguir dentro de uma determinada situação. Os símbolos são usados para criar um clima que contribua para aumentar a sensação de que a vida da submissa pertence aos caprichos e vontades de quem a domina.


Um dos símbolos mais significativos de uma Relação de Dominação e submissão (D/s) é a Coleira. Marca de propriedade de uma submissa que tem Dono. As coleiras podem ter diferentes propósitos, como por exemplo: virtuais, utilizadas nas redes sociais; as utilizadas nas sessões, normalmente, mais caracterizadas e as sociais, que são peças mais discretas para serem usadas pela submissa em seu dia a dia. Outro símbolo, bastante conhecido é o Contrato de Escravidão, um documento, sem efeito legal algum, que rege as bases da relação.


Um comportamento que é quase praxe no meio é a troca do nick da submissa. Geralmente quando a submissa se apresenta para o meio BDSM, ela escolhe por sua vontade, o nick com o qual se identifica. Ao tornar-se propriedade, caberá ao dominador, dependendo de suas posturas e convicções, escolher o nick que a submissa utilizará. Nos casos de minha submissas, por exemplo, eu não abro mão de escolher o nick que elas irão utilizar e todos devem ser iniciados pela letra K, uma marca registrada do Reino de K@.


Na criação do Reino, usei de simbologias, tais como: classes distintas de escravas identificadas por cores, vestimentas conforme a classe, coleiras reais e virtuais diferenciadas, emblemas, entre outros. Gosto muito de me servir de prática litúrgica para a realização das sessões também, uso velas, incenso, música, flores etc. Dentre os rituais o tratamento por “Senhor” que minhas escravas usam para se dirigirem a mim, o gesto de ajoelhar e beijar meus pés numa sessão real são exemplos de rituais litúrgicos que uso.


Liturgia são os símbolos usados para enriquecer as práticas. São os papéis a representar, com os seus respectivos comportamentos. Tom de voz, posicionamento corporal, código de segurança, iluminação, instrumentos, acessórios etc. Tudo o que contribui para dar mais emoção, encantar e possibilitar uma melhor e mais profunda imersão em nossas fantasias.


Independente dos símbolos e das ocasiões que são utilizados, o mais importante é o real significado que eles possuem.


Texto retirado do  http://reinodeka.com/
As imagens que ilustram este texto foram colhidas na Internet





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

BDSM na prática



Escravas existem?


Pode uma mulher concordar em estar numa suposta situação onde não se possa escapar? A resposta é sim, desde que, essa situação preencha suas fantasias. Muitas mulheres que no dia a dia são fortes, seguras, determinadas e de sucesso profissional vivem o papel de escravas, imaginando serem, de forma consensual, humilhadas e castigadas. Confiança, respeito, cumplicidade, lealdade e principalmente amor são ingredientes dessa poção mágica.

Escravas têm prazer em ceder, colocar a vontade do Dominador em primeiro lugar, entregando a ele o poder que tem sobre si. Buscam desenvolver suas habilidades no melhor servir. Aprendem lidar com os seus medos e dificuldades. Fazem da entrega um dos valores primordiais no refinamento de suas habilidades.


O elo que une os sonhos à realidade, permitindo a superação de suas limitações, entendendo que são tratadas com os mesmos valores, mas de formas diferenciadas e de acordo com a sua personalidade.

Vivenciam um processo de autoconhecimento, na busca de seus desejos e consciência dos seus prazeres, que devem ser cuidadosamente lapidados, assim como uma rara jóia. A magia está na busca da felicidade ou o encanto se vai.


A Troca de Poder

Uma relação de dominação e submissão (D/s) está baseada na troca de poder consentida, que pode ocorrer pelas mais diversas razões, sendo que a maioria delas tem a ver com entrega, desejo e prazer sexual. Isso significa que uma pessoa escolhe livremente dar o controle de sua vida a outra pessoa.

Elas, de comum acordo, determinam o nível de entrega da relação. Para muitas pessoas essa entrega é parcial enquanto para outros é total, pelo menos na teoria, que muitas vezes não é tão próxima assim da realidade. A primeira vista, para muitas pessoas essa troca de poder pode parecer estranha, mas as preferências das pessoas que as vivem são diferentes e muitas vezes por serem diferentes são vistas com ressalvas por quem não consegue ir além do modelo adotado para uma relação convencional.


Ao contrário do que possa parecer, essa relação não tem nada a ver com maus tratos e abusos, estão sempre baseadas em entendimentos, aprendizado, crescimento e muito controle dos envolvidos.

Pessoas dos mais diferentes níveis e classes sociais vivem essas relações, desde as mais humildes até aquelas de boa formação cultural e todas tem idéias bastante claras sobre o que fazem e porque fazem. Provavelmente, você esteja ansioso para viver uma relação assim, mas não se esqueça: que não existem pessoas por aí dispostas a viverem esse tipo de relação sem que se tenha total confiança umas nas outras. Por isso, não deixe de dedicar parte do seu tempo para conhecer os conceitos, aprender como as coisas funcionam e o comportamento necessário para se seguir adiante nesse mundo de uma forma segura.


Texto retirado do  http://reinodeka.com/
As imagens que ilustram este texto foram colhidas na Internet



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