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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O brinquedo do Dono

Ele me pega na rua.
Debocha da minha roupa, reclama das minhas meias que o atrapalham a alcançar o destino.
Manda baixar as meias e aí sim, mete as mãos por entre minhas pernas e os dedos procuram o lugar quentinho que ele buscava.
Uma mão no volante, a outra no portal do paraíso.
Ele é assim, safado, bandido quando me bate na cara e me chama de cadela e mocinho quando me coloca no colo e me abraça.
E assim, entre tapas, beijos e outras coisas mais, usa seu brinquedo...

Ele gosta de olhar pelo espelho...


Gosta de ter os pés adorados... a imagem não mente rs


Gosta da escrava ajoelhada à sua frente


Ajoelhada, dando a Ele o que gosta










sábado, 5 de março de 2016

O que Teus olhos viram...

Generosidade II

Uma relação se constrói também de atos de generosidade, de pequenos gestos (já falei disso aqui) que podem significar muito, mudar o humor, um dia, uma vida... e não importa que tipo de relação seja, o cuidado com o outro  não escolhe status de relacionamento. Vem do sentimento, da consideração, do carinho que se tenha ou não.

Estar em um lugar e lembrar do outro, enviar uma imagem para que o outro também tenha a oportunidade de ver o que nossos olhos viram quando não podemos estar lá é um carinho que não tem preço...

Imagens que vejo de lugares onde não estive, devido ao carinho que meu Dono tem comigo. Tenho muitas, não caberiam aqui, mostradas ou detalhadamente descritas e que mostram muito mais que lugares e coisas ; demostram amor...
Se estamos juntos as compartilhamos. Se não, Ele me doa a beleza do que viu e é como pensar  "o que vejo agora, quero que ela veja também"...


Não chame o meu amor de Idolatria 
Nem de ídolo realce a quem eu amo, 


Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo. 


É hoje e sempre o meu amor galante, 
Inalterável, em grande excelência; 


Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença. 


'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; 


E em tal mudança está tudo o que primo, 
Em um, três temas, de amplo movimento. 


'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; 
Num mesmo ser vivem juntos agora.

(Soneto CV - William Shakespeare)


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sobre ontem...

"Decompor a luz
mistério de estrelas
paixão pela exatidão
caça aos vagalumes."


Eu estava confiante, mas ansiosa.
Foram muitos os contratempos que nos impediram de nos vermos nos últimos dois meses. Para acontecer mais um, bastava acontecer.


Eu tinha ordem de acordá-lo para que não se atrasasse, afinal, Ele faria uma viagem.
Tudo começou da pior maneira, ele não acordou. Insisti uma, duas, três vezes e nada. Teria continuado a insistir, ordem é ordem, mas o problema era a caixa postal que indicava cel desligado.
Desisti e resolvi esperar os acontecimentos, não sem antes enviar mensagem dizendo que cumpri a ordem e tentei o quanto pude.

"Na proximidade de fontes,
lagos e cachoeiras
braços e pernas e olhos,
todos mortos se misturam e clamam por vida."


Uma hora depois da combinada por nós Ele mandou enviou mensagem dizendo que sairia em trinta minutos. Isso me aliviou (Ele conseguiria vir!) e me deixou ansiosa (Meu Deus, Ele vem!).
Depois de um primeiro momento de letargia absorvendo a notícia, saí do choque para a ação... "tenho que começar a me arrumar'... mas, sabia que faria isso lentamente uma vez que ele estava ainda viajando. Uma viagem curta mas desde que se vá de uma cidade a outra, considero viagem.


Não importa há quanto tempo se pertença a alguém, se há um mês, um ano ou dez, a ansiedade é sempre a mesma. Borboletas no estômago, frio na barriga, pernas bambas, arrepios na espinha, todas as coisas que costumam assaltar a qualquer pessoa no primeiro encontro, mesmo que sejam muitos, incontáveis primeiros encontros porque a sensação é sempre essa.
Afinal, é o DONO, aquele que escolhemos e que vem fazer uso do que lhe pertence, pegar o que lhe foi ofertado.

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante.

Isso dá também fim a uma espera que pode ser de um dia, um mês ou até mais e que faz acumular desejos e sentimentos sem fim. Então, é forte. Não é apenas um encontro, é um acontecimento.
E para isso a escrava se prepara. Faz as unhas da cor que Ele gosta, deixa os cabelos brilhantes, a pele macia, escolhe a lingerie que Ele mal vai ver porque a intenção é sempre tirar...



Vagarosamente fui me preparando, quanto ele vencia quilômetro a quilômetro, a distância que nos separava.
Terminamos juntos. Ele, a viagem. Eu, a preparação.
E assim, nos encontramos.

"Que medo alegre, o de te esperar."

Fragmentos de "Estrela Perigosa", de Clarice Lispector



{Λita}_ST



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A torre


Quem conhece o nome do meu Dono, Senhor da Torre, logo imagina uma torre de verdade, inclusive pela imagem que Ele sempre utilizou, a torre de Luis Royo.
Mas, com ou sem imagem, provavelmente imaginam uma torre imponente, de pedra, ferro, aço ou qualquer material com que se possa construir uma torre.
Ninguém imagina que essa torre possa ser de carne e osso, que possua um coração que pulsa, um corpo que lateja e que possa ser tão humana quanto qualquer ser que consiga ler essas palavras.
A torre... sou eu.
O Senhor da Torre é o senhor de Λita, a torre.
Sempre foi meu desejo contar essa história mas minha humildade de escrava nunca permitiu, embora Ele tenha me dado esse nome por motivos muito especiais, que contei aqui, e tenha me honrado em ser sua torre pelo desejo de ter alguém que fosse forte e sólida como uma torre deve ser e ainda assim, com a capacidade de vergar-se a Ele.
Bem, a beleza e a simbologia de tudo isso suplantaram a modéstia, a humildade e, em homenagem a Ele, que foi capaz de dar a uma escrava o status de sua torre, de estar contida em seu próprio nome, revelo agora e agradeço, meu senhor, por tudo que isso representa...



"Minha Torre é vc, Λita. Construída com alicerces fortes e sobre um terreno de amor. E é bem do alto de vc, que o meu mundo faz sentido, onde as cores brilham em diversas formas, onde os aromas se juntam e aquecem e esfriam meu corpo, onde os sons se misturam criando uma sinfonia cheia de movimentos e intervalos, porque é o silêncio que faz o som existir, assim como é vc que me faz. TE AMO"


Senhor da Torre

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dois Anos

"Ela era flor.
Mas as flores são frágeis e no escuro, murcham.
Um dia ELE passou por ela...

ELE era o próprio SOL, mas, com um coração sensível, conseguiu vê-la em sua pequenez. Levou-a consigo, cuidou dela com carinho, zelo e firmeza.


ELE a fez renascer, viçosa e forte. Com seu poder e determinação, transformou-a.
E disse:

_ Serás uma torre, forte e resistente... e serás Minha.
E quis dar à Sua torre um nome. Percorreu terras desconhecidas e longínquas em busca de um nome para ela... e não encontrou.

 

Então voltou. Chamou-a e disse:
_ Não encontrei um nome de torre que te ficasse bem, por isso serás Vita, la mia Vita, porque és a minha vida. A letra V do teu nome estará virada ao contrário, para simbolizar uma torre.
Assim nasceu Λїtą, o nome que ele criou e o desenhou para que ficasse marcado para sempre.



Λita agradeceu, curvou-se a ELE, prostrou-se a seus pés e O amou, ama e amará sempre, com um amor que não se pode traduzir em palavras, pois ELE a recriou para serví-lo e ser feliz a Seus pés."

Esta história não é ficção... e qualquer semelhança com fatos reais não é mera coincidência.



Senhor da Torre e {Λїtą}_ŞT: 2 anos




Meu Dono, obrigada por ter feito da nossa história algo tão mágico e lindo que me faz sonhar todos os dias... e pelos dois anos de felicidade em Te servir e amar. Por tudo isso, meu único desejo hoje e sempre é Te fazer feliz.
Parabéns e obrigada por tudo que temos, obra Sua em nossas vidas.


Te amo. 
Sua {Λїtą}_ŞT

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Simples assim...



(O Cúmulo da Felicidade)

Simples assim...
acordar sorrindo

cabelo despenteado
promessa de um dia lindo

porque Ele acordou ao lado.

* Foto de um dos dias felizes da nossa viagem. Obrigada meu senhor, te amo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Sem fim


Íamos perambulando pela noite, pela estrada, ELE com uma mão ao volante e outras centenas de mãos em mim, enfiando-se embaixo do meu vestido, dentro da calcinha, me beijando louca e perigosamente apesar do risco e num repente parou. Virou o carro na estrada vazia e tomou o caminho de volta. Eu sem entender, apenas ia... iria aonde ELE quisesse me levar... e não me levou longe. Logo eu entenderia porque ELE voltou. Parou o carro em frente a um portão rústico de madeira onde uma placa também de madeira dizia em letras brancas "Cantinho do Céu". As letras brilhavam contra a luz dos faróis.
Desceu do carro, abriu o portão e assim, adentramos a estreita estradinha que levaria a algum lugar. Um sítio? Uma pousada perdida na estrada? Não importava, existia a estradinha e era tudo que precisávamos.
_ Saia do carro.
ELE jamais precisaria dizer que eu devia tirar o vestido, eu sabia o que queria, entendia-o pelo olhar, pelo pensamento e principalmente, pelos desejos. Tirei o vestido e saí. Uma chuvinha muito fina molhava vagarosamente meu corpo.
Apoiei-me no capô, pernas entreabertas, sabia o que ELE queria, não tinha porque perder tempo com perguntas.
Logo ouvi o barulho do zíper sendo aberto, o fio estreito da calcinha foi puxado para o lado e minha cabeça rodou quando o senti entrando em mim, um gemido abafado e eu vi estrelas na noite escura, de chuva miudinha, no Cantinho do Céu.


{Λїtą}_ŞT


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