terça-feira, 11 de setembro de 2018

O número 11




O número 11 é um número mestre, um número perfeito que representa o idealismo do homem na busca pela sua própria espiritualidade e pelo contato com Deus. Este número tem um forte magnetismo aos ideais humanos e quem nasce sobre essa influência tem a intuição e a sensibilidade muito aguçadas. Este número é voltado para as pessoas que buscam o bem da humanidade, que têm ideias avançadas e elevadas para evolução do Homem.
CARACTERÍSCTICAS E SIGNIFICADOS DO NÚMERO 11 NA NUMEROLOGIA
Veja as principais características e significados do número 11 na numerologia.

SIGNIFICADO DO NÚMERO 11: CARACTERÍSTICAS POSITIVAS
São pessoas idealistas, que seguem a sua intuição e o seu coração o tempo todo. Possuem paciência inigualável, sabedoria nata e poderes extra sensoriais. São voltados para os assuntos místicos e possuem senso humanitário acentuado, gostam de trazer o bem para todos ao seu redor e é reconhecido pela sua simpatia.

SIGNIFICADO DO NÚMERO 11: CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS
Suas características de espiritualidade e elevação quando não são bem geridas podem dar brecha para a existência do fanatismo, charlatanismo, pragmatismo e cinismo. Há pessoas do número 11 que ficam desorientadas com sua sensibilidade e intuição, passam a se sentir superiores aos demais, são desonestas, preguiçosas e mesquinhas.

SIGNIFICADO DO NÚMERO 11 DO AMOR E NOS RELACIONAMENTOS
O onze é um dos números mais românticos de toda a numerologia. Eles idealizam o relacionamento, só veem o lado bom do seu parceiro e são extremamente atenciosos. Procuram em seus parceiros um companheiro para a vida e tentam fazê-los feliz de toda maneira. Costumam ser muito tolerantes em suas diferenças e aceitam as ideias e opiniões, mesmo que sejam divergentes.

DICAS PARA OS NATIVOS DO NÚMERO 11 NA NUMEROLOGIA
Leve a sua intuição à sério, ela é muito poderosa e será sempre pertinente avaliá-las antes de tomar decisões. Saiba também diferenciar intuição de vontade. São coisas bem diferentes.


Hoje, 11 de setembro de 2018, estamos completando 11 anos de D/s.
Todas essas considerações sobre o número 11 me mostram que é um número forte assim como é forte a relação que começou num dia 11 de setembro de 2007.
Ele, meu Dono, me disse hoje que "quem diria que nesse dia a 11 anos atrás, um pivete foi à cidade de XXX pensando em ter uma escrava e acabou encontrando uma vida inteira".
Só ouvir coisas assim valem uma vida, por isso, não tenho muito a dizer, tanta coisa já foi dita através dos anos...
Quero apenas comemorar e ficar em paz, na paz que temos hoje conquistada na fé, no amor, na confiança, no desejo, nos melhores sentimentos.
Dono, obrigada por tudo isso! Parabéns para nós e que venham mais 11! De minha parte viveria tudo outra vez. Obrigada por manter sempre vivo esse desejo.

Te amo 




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Balada de Agosto



Porque hoje é seu aniversário!

Parabéns, Dono! Não podendo desejar algo maior, desejo que a VIDA lhe seja generosa, todos os dias, assim como é comigo, por me permitir permanecer a Seus pés.

Muitas felicidades neste seu dia e sempre!

terça-feira, 24 de julho de 2018

Por que foi assim...

... que tudo começou.


Feliz Dia 24/7 a todos os praticantes que ainda jogam o jogo e muitas felicidades a nós, Dono, pois foi no BDSM que esta linda história, hoje tão completa, começou.
Feliz 24/7!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

Para dar notícias...




Que saudades daqui! Que saudades de postar. Que saudades de visitar amigos, ler suas postagens, comentar, retribuir o carinho que sempre tiveram aqui comigo.
Mas como sempre digo, o tempo, esse rapaz mal educado, passa sempre correndo demais e nos tira os espaços em que poderíamos estar fazendo isso.
No entanto, saudosa, passei em meu antigo email e um comentário me chamou a atenção. Alguém me parabenizava por ter me libertado pois a escravatura já acabou há muito tempo.
Bem, querido(a) anônimo(a) que me parabenizou, sinto desapontá-lo(a) mas para mim não acabou. Continuo cativa e feliz pq este tipo de escravidão não é aquele ao qual você se refere.
E após esta postagem abaixo de comemoração dos 10 anos de submissão ao meu amado Senhor da Torre, vêm aí os onze anos, no mês de setembro, com muita alegria no coração e tão cativa quanto antes.
Aos meus amigos um grande e afetuoso abraço!! Planejo voltar a postar, voltar a visitá-los, a interagir aqui e a contar nossa bela história de amor e D/s. E para aqueles que acham que estou liberta, a BOA notícia: estou mais cativa do que nunca, aos pés dAquele que me escolheu para ser sua.
Abraços calorosos a todos!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

We are 10!


E finalmente chegamos a dez anos!
Dez anos de coleira, dez anos de D\s, não importa de que maneira queiramos chamar, são dez anos de algo que construímos dia a dia, com muitas alegrias mas não só com elas... com muito esforço também, algumas dores, algumas lágrimas, alguns espinhos, muitas dificuldades, muitas pedras no caminho mas que só provam que, quando se quer, se pode conseguir.
E sim, é possível.
Neste aniversário de dez anos quero não apenas agradecer ao meu Dono, Senhor da Torre, por tudo que vivi, por cada alegria e também por cada tristeza que me fez crescer, pelos prazeres e pela sublime felicidade de pertencer.
Quero, também, inspirar as pessoas. Quero que saibam que é possível sim, que uma D/s pode crescer, pode durar, pode acontecer. 


E se tenho alguma mensagem para estes dez anos é esta: acreditem! E sejam compreensivos, generosos com seus parceiros, ninguém é perfeito, não se constrói nada esperando a perfeição mas sim lutando e driblando a cada dia nossas imperfeições.
Ao meu Dono, obrigada! Há dez anos atrás, quando te vi parar o carro naquele meio fio, não esperava que isto chegasse até aqui, jamais poderia imaginar!
Hoje, ouso esperar mais dez, vinte, quantos puder sonhar e se isso acontece é porque fui feliz!

Feliz aniversário, Dono! Parabéns para nós!


E um agradecimento muito especial também às minhas amigas, não preciso citar nomes, elas sabem quem são e o que são para mim. Não cheguei até aqui sozinha, com certeza, devo muito a todas que sempre estiveram ao meu lado nos momentos felizes e também nos mais difíceis... muito obrigada! 


terça-feira, 1 de agosto de 2017

À gosto de agosto



Agosto, mês do desgosto!
Assim eu reconhecia o mês de agosto, de tanto ouvir avós repetirem a frase.
E acabava acreditando porque desgostos acontecem em todos os meses mas os de agosto... ah, estes nunca eram esquecidos, afinal, eram do mês do desgosto!
Até que a vida foi passando e encontrei alguém que me fez mudar este visão. Uma pessoa, linda, que encanta minha vida, nascida no primeiro dia de agosto, fez o mês virar luz, virar cor, virar flor na minha vida.
Dono, tantos aniversários seus já presenciei, dez no total, e cada um deles é uma nova alegria, é a possibilidade de passar mais um ano a Seus pés.
Agradeço a oportunidade de festejar esses dias especiais. Agradeço a oportunidade de te ver crescer.
Agradeço a oportunidade de te desejar todo o bem e toda a graça neste dia feliz de agosto. Agradeço, finalmente, por transformar para mim o mês do desgosto em algo tão bom.


Felicidades, Dono!

Que neste dia o sol brilhe para te iluminar, que as pessoas te sorriam para te alegrar, que o dia te seja generoso para honrar teu aniversário e que o meu amor cresça, viaje e te abrace, para te aquecer.

Tua {Λїtą}_ŞT 



domingo, 26 de fevereiro de 2017

Exposição... isso é bom???



Não vou falar aqui de exibicionismo enquanto fetiche, falo de exposição em outro nível.
Sei que este assunto vai soar meio antipático à maioria das pessoas mas meu compromisso é com aquilo que acredito, não com agradar a ninguém, a não ser Àquele que me tem e às pessoas que comungam das mesmas ideias que eu. Sempre respeitei o pensamento alheio, afinal, pensar é de graça, mas é como sempre digo, se falo algo é porque intimamente acredito que tenho razão, a minha razão. Assim como o outro, se fala, é porque também acredita que tem razão. E assim, cada um com a sua razão e respeitando a do outro, sigamos nossas vidas... mas nunca, nunca mesmo, deixarei de defender aquilo que acredito. Mudar de ideia já mudei. Muitas vezes. Posso mudar amanhã, isso é humano e é de uma certa forma lindo, mas as certezas que tenho hoje, construídas a partir de anos de experiências, minhas, são para mim a verdade. HOJE. Mesmo que elas mudem amanhã.

Sou de um tempo em que praticar BDSM era desejo, tesão, dom, missão, não importa o que fosse mas não era moda.
Era um tempo onde as pessoas se escondiam para não serem julgadas (e julgadas sem necessidade, afinal, a forma como cada um administra sua intimidade é problema seu). Assim, o segredo era a alma do negócio. Mesmo na Internet, as pessoas escondiam seus rostos para não serem reconhecidas, afinal, o assunto era (e ainda é) tabu pois pessoas ainda perdem, em todo mundo, seus empregos por praticarem BDSM, perdem custódia de filhos na justiça, são discriminadas e tidas como parafílicas, sim , porque muitas das práticas BDSM são consideradas parafilias e estão listadas no CID 10 (Classificação Internacional de Doenças).


Então, sou de um tempo que não era comum sair por aí batendo no peito que "sou praticante de BDSM" simplesmente por ser modinha. Era algo sussurrado nos ouvidos daqueles que se interessavam, que comungavam das mesmas ideias, que tinham os mesmos desejos considerados "estranhos" para alguns mas que sabíamos, não eram loucura, não eram parafilias, chame a psiquiatria do que quiser. Então, por mais que julguem esse tipo de pensamento, sempre vou ver com estranheza essa exposição maciça, estes rostos sorridentes de sorrisos escancarados nos perfis de redes sociais, alguns até mostrando os filhos, crianças, menores de idade, em um ambiente totalmente voltado a adultos que fazem práticas consideradas bizarras aos olhos da sociedade. Crianças e BDSM, uma receita que não combina.

Grande parte dessas pessoas leva a bandeira de serem aceitas enquanto praticantes e eu me pergunto: por quê? Para quê? Para que todos saibam que o sexo que você faz é meio "diferente" dos outros? Para serem enquadrados no "seleto" grupo dos descolados? Não pensem que existe qualquer tipo de moralismo no que digo... quem me conhece sabe que eu seria a última a proferir um discurso moralista e basta olhar as páginas deste blog para saber que não se trata disso mas vejo um certo exagero nessa exposição de rostos e vidas, como se fosse preciso se mostrar diferente dos demais... "e vocês vão ter que me engolir". Vão mesmo? E quando for preciso lidar com uma demissão? Com uma briga de custódia? Com a rejeição a uma vaga em emprego? Com uma mãe magoada, um irmão revoltado? Um cônjuge (ou candidato a...) perplexo com essas "loucuras" e saindo fora dessa "louca"?

É óbvio que desde os primórdios existem pessoas que mostram o rosto, que dão a cara a tapa porque podem bancar isso. Mas cada um sabe o que já passou, o que teve que engolir por isso e não são poucas as histórias. E quando olho alguma menina de rosto descoberto, sorrindo, cheia de orgulho por ser uma submissa, compreendo o orgulho, eu também o sinto, mas, tenho vontade de perguntar: você realmente já parou para pensar nisso? No que sua exposição pode lhe trazer?

Por mais que queiram banalizar e transformar o BDSM em um namoro baunilha, não é. Não é e o mundo lá fora, talvez mais coerente que muita gente que está dentro e não consegue enxergar o obvio, assim o considera, uma perversão, aberração. E são opiniões. Opiniões podem não ser as mesmas mas devem ser respeitadas porque, assim como disse no inicio deste texto, eles também acreditam que têm razão.


Voltando ao início, tudo isso pode soar antipático mas, acreditem, é um cuidado, um carinho, um chamado a repensar porque devemos sim, viver o presente. Mas nunca sabemos o que vem pela frente... uma oferta de emprego imperdível onde não pode haver exposições no passado, um casamento com alguém avesso a exposição seja por que motivo for, uma briga judicial... Você está preparada para enfrentar tais situações?
O caso abaixo é um entre milhares que acontecem no mundo inteiro. Reflita.

Meu amor a todas...

http://blogs.oglobo.globo.com/pagenotfound/post/mulher-demitida-do-bc-da-holanda-por-causa-de-bico-como-dominatrix-564963.html



* As fotos deste post foram colhidas na Internet, sem identificação de autoria. Caso sejam suas, contate-me e eu as retirarei.


domingo, 6 de novembro de 2016

Matando as saudades


Este post é dedicado especialmente aos meus seguidores, aos queridos amigos que aqui vêm, que comentam, que interagem comigo nesse clima de amizade e harmonia e com quem, confesso, estou em falta.
Meus queridos, está tudo bem. O problema é que o tempo, esse sr. mal educado que passa por nós correndo tanto que não deixa tempo nem para os cumprimentos. E tem sido difícil dar conta de tudo e ainda de postar aqui, visitar os blogs, deixar um alô para vocês, mas reafirmo, a saudade é grande, muito grande. E não se passa um só dia em que eu não pense em vir aqui e dizer: amo vocês do fundo do coração.
Vou devagar colocando em dia as minhas visitas, devagar vou voltando a postar mas de antemão aviso que está tudo bem, que estou ótima, só com muitas saudades de vocês e que Dono continua lindo e perfeito como sempre e que continuamos juntos e felizes.
Abaixo, o que mais temos feito ;)







Deixo beijos para todos.

{Λїtą}_ST

Sempre feliz propriedade do Senhor da Torre




domingo, 9 de outubro de 2016

Outubro rosa

A gente brinca...

... mas a gente cuida.



Teus seios... quando os sinto, quando os beijo
na ânsia febril de amante incontentado,
são pólos recebendo o meu desejo,
nos momentos sublimes de pecado...

E às manhãs... quando acaso, entre lençóis
das roupagens do leito, saltam nus,
lembram, não sei, dois lindos girassóis
fugindo à sombra e procurando a luz!...



Florações róseas de uma carne em flor
que se ostenta a tremer em dois botões
na primavera ardente de um amor
que vive para as nossas sensações...

Túmidos... cheios... palpitantes, como
dois bagos do teu corpo de sereia
,tem um rubro botão em cada pomo
como duas cerejas sobre a areia...




Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!...
Arrepiam-se, trêmulos , sensuais,
e ao contato nervoso das carícias
tocam-me o peito como dois punhais!...

Meu lúbrico prazer sempre consolo
na carne destas ondas revoltadas,
que são como taças emborcadas
no moreno inebriante do teu colo...


(Poema de J. G. de Araujo Jorge, extraído do livro
Poemas do Amor Ardente - 1961)




Neste mês de Outubro declare seu amor por você mesma!

Valorize sua vida, faça o autoexame nas mamas.

Participe da luta contra o câncer de mama, deixe essa ideia bater mais forte no seu peito!









segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Feliz aniversário!


Ela recusa o título de ícone da submissão.
Torce o nariz para homenagens e exaltações à sua pessoa e capacidade extrema de submissão não com o orgulho dos superiores mas com a modéstia dos humildes.
Seu exemplo é perseguido por muitas. Toda escrava, verdadeira, quer ser Amar Yasmine (sei que ela vai odiar isso mas é a verdade).
Muitas escravas e submissas iam a seu blog buscar ensinamento, respostas para suas dúvidas e até conforto para suas incertezas e tristezas e este era também o caso desta escrava que vos escreve.
E assim nos conhecemos, ela sendo seguida por mim, eu sendo seguida por ela que queria saber "quem era essa jovem já tão submissa", o que gerou depois uma história engraçada pois temos quase a mesma idade.
E assim começou uma amizade eterna, às vezes próxima, às vezes distante, mas sempre dentro do coração.
Hoje é seu aniversário e eu queria ter palavras lindas para ela, palavras que emocionassem e que fizessem esta data ainda mais especial mas não sou poeta, não sou boa o suficiente com as palavras para tal, então, com esta linda imagem (roubada, é verdade) deixo aqui meu carinho, meu desejo que seu dia seja muito feliz e que essa felicidade permaneça, aos pés do sr. Werther, seu Dono, a quem se dedica de corpo e alma.

Para você, amada, um texto de Affonso Romano de Sant'Anna...

A Mulher Madura

O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.

De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.

Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.

A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.

A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.

Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.

Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.

A mulher madura está pronta para algo definitivo.

Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.

Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

(15.9.85)


O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 09.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Utilidades da escrava

Dirigir para o Dono...


Mas em situação especial


Pode até usar vestido


Mas por baixo dele, nada


Do contrário, como ele iria brincar?











terça-feira, 20 de setembro de 2016

A melhor das fantasias...

... é o amor. 
Sonhado, vivido, amado e correspondido.



"Vita, é bom demais ver o quanto as pessoas se emocionam, torcem e até se inspiram com a nossa história, mas o mais importante disso tudo, é viver e dividir ela com você. Cada palavra escrita foi real, foi como as coisas de fato aconteceram até aqui, mas nenhuma delas, mesmo que usasse o dicionário inteiro, conseguiria traduzir de forma exata a dádiva que é ter você, meu pedaço de céu, minha vida. Agradeço ao cara lá de cima, cada minuto, cada pedaço da nossa história e até mesmo os que pedaços que foram ruins, pois foram eles que realmente forjaram os alicerces do nosso relacionamento. E por um acaso você sabe por que? Pelo simples fato de expor, de deixar transparente que o nosso amor é mais forte que tudo. Desde o início, mesmo que inconscientemente, sabia por que estava batizando você de vita, porque desde aquele, 11 de setembro uma escrava e sua entrega, se colidiram com a minha torre e se tornou minha vida. Amo D+ "
Senhor da Torre



Em meio a tantas surpresas que me foram proporcionadas neste aniversário, todas lindas trazendo alegrias intensas, estas palavras do Dono também me emocionaram muito. Por este motivo as retirei lá dos comentários para postar aqui.



"Meu Dono, não preciso fazer segredo que nosso aniversário de nove anos deu-se em meio a momentos difíceis.
E tive medo que as lembranças que ficassem não fossem as melhores.
Mas, mais uma vez a sua mão me tira do abismo e a cada surpresa que surge, uma alegria nova vai apagando as incertezas de antes.
Uma vez VC me disse que eu podia sim cair no abismo que estaria lá embaixo para me segurar. Obrigada por nunca ter faltado com essa palavra. Por eu sempre ter podido contar com essa promessa, assim como estou contando agora.
Se sou seu pedaço de céu, VC é meu céu inteiro, com um imenso sol brilhante como no início deste blog.
Eu te amo... são apenas palavras, palavras que repetimos muito um para o outro mas temos mais que isso, temos atos, são eles que validam esse amor que nasceu num dia nada promissor, por pura coincidência, 11 de setembro, mas cuja colisão não fez ruir, ao contrário, fez erguer uma torre forte que nada, até agora, conseguiu derrubar.
Ontem, hoje e sempre... te amo."
Sua {Λїta}






quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O dia em que fui mesa...

... e sobremesa.

Comemoração de aniversário

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida


Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva


Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida


E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio


Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive


Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida


Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia


E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida


E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não


Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Todo amor que houver nessa vida

Cazuza/Frejat


E assim foi a comemoração do aniversário. 
Ele tinha preparado a surpresa: a fantasia da escrava em lhe servir de mesa.
E comeu com gosto.
Comeu a comida.
Comeu a mesa.
Depois, foi na vez da escrava beber seu prêmio.
Assim, só para o dia terminar feliz.


{Λїta}_ST




domingo, 11 de setembro de 2016

Ela disse sim

Nove anos de coleira


Esta história começa quando uma submissa já experiente mas ainda assim assustada, andava apressada pela calçada de uma avenida. O Dom com quem estivera negociando por alguns meses já havia chegado ao local combinado e ela estava atrasada. Atrasada, mal arranjada pois tinha acabado de sair do trabalho e ia apressada com suas bolsas de material, correndo, esbaforida, suada, cabelos desalinhados, roupa de trabalho e não se sentindo nem um pouco à vontade para encontrá-lo justo pela primeira vez, naquelas condições.
O celular tocou, ela atendeu e Ele perguntou sua posição para ir encontrá-la pois já aguardava há algum tempo no local marcado.
Após dizer direitinho o lugar ela parou, não precisava mais correr, e logo depois um carro estacionou junto ao meio fio da calçada onde estava. A janela da direita foi aberta e ela arriscou abaixar-se e olhar para dentro. O primeiro impulso foi correr. Aquele garoto não podia ser o Dom com quem estivera conversando!!! O rosto era o mesmo mas nas fotos e na webcam Ele não parecia tão jovem. Dissera ter trinta e quatro anos mas tinha, no mínimo, dez anos a menos. E tão bonito que fez todos os complexos dela saltarem como dragões na sua frente.


"É, vale a corrida" - pensou... E encarou a extensão da avenida à sua frente, mas, ao contrário disso, entrou no carro cuja porta já tinha sido aberta e sentando-se sem jeito, sem saber onde colocar as bolsas, a mão, a cara... ahhhh se coubesse dentro do porta-luvas!
Ele cumprimentou-a com dois beijinhos no rosto. Sorria. A primeira frase dela foi a mais desajeitada que poderia conseguir: "Mas o senhor não tem trinta e quatro anos"... Ele sorriu e pegou algo que deveria ser um RG e que ela só fingiu ver porque na verdade não conseguia enxergar nada que não fosse o sorriso dEle, congelado na retina.
Mais algumas palavras trocadas e saíram dali para o local de destino onde, ao final de uma longa e conversa, ele perguntou: "Agora que já sabe tudo sobre mim, ainda quer ser minha?"
Ela disse sim.

Era o dia 11 de setembro de 2007, uma quinta-feira, início da noite e o tempo havia esgotado. Ele tomou posse rapidamente do que a partir daquele momento lhe pertencia e foi embora.
Ela ainda achava que Ele nunca voltaria. Mas voltou.


Muita coisa aconteceu nesses nove anos. A relação seguiu em frente, consolidou-se. Não sem dificuldades. A distância física, nem tão grande assim, sendo aumentada por outras distâncias da vida que se impunham entre os dois, o que gerou muitas esperas, muitas saudades, muitos desejos reprimidos, muitos sonhos adiados, lágrimas, talvez um rio delas, mudanças de pensamento, de conceitos para aceitar cada situação que surgia e seguir em frente.
Mudanças na vida dEle, mudanças na vida dela e a vida em comum sendo mudada para adaptar-se às novas situações que surgiam...algumas felizes, outras nem tanto.
Em meio a tudo isso surgiu o sentimento que cresceu livre, sem repressões, fazendo extrapolar a situação Dono/escrava. Com o sentimento, mais dificuldades... novos sentimentos adicionais para administrar: ciúmes, insegurança, medos mas, embora algumas vezes tenha sido difícil, jamais foi impossível. Tudo sempre contornado pela vontade mútua de continuar, de não perder o que foi conquistado e construído ao longo dos anos. E sem perder a essência D/s em que se baseou sempre a relação.


As alegrias, sempre intensas. Borboletas no estômago, arrepios na espinha, pisar em nuvens, nenhum dos clichês usados para definir sentimentos de êxtase conseguiriam definir tamanha felicidade.
Acumularam-se tantas lembranças, lugares, sons, cheiros, gostos, músicas, momentos, palavras, atos, imagens... até comida, a comida deles. Fizeram a própria história... com cumplicidade, confiança, amizade e amor.

Tudo isso fez com que toda e qualquer dificuldade fosse superada até aqui. Hoje, novas dificuldades se interpõem nesse caminho. Se vão conseguir superar outra vez, não se sabe. Mas é preciso comemorar e festejar o caminho percorrido. E agradecer.



Senhor da Torre & {Λїtą}_ŞT - 9 anos



domingo, 4 de setembro de 2016

Da série "Na rua para o Dono"


"Desnudo-me para meu dono...
Única.
Retiro dos meus desejos a túnica.
E me abandono!


Mostro-me a ele dono de mim.
E essa luz que de mim emana
É a luz que faz dele assim
O dono de minha paixão insana



Em qualquer rua
Sob quaisquer locais
EU digo: Sou tua!
Tua e de ninguém mais!"

PDR



O poema publicado é mais uma obra do meu querido amigo PDR do blog PEQUENOS DELITOS RENOVADOS, feito especialmente para estas imagens, presente lindo que ganhei. Obrigada, meu amigo! Mais uma vez, enriqueceu, com sua poesia, este humilde espaço.



{Λїtą}_ŞT










terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cativar II

A raposa e o Dono


__ Por favor... cativa-me! -disse ela.
__ Eu até gostaria -disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.


__ A gente só conhece bem as coisas que cativou -disse a raposa. __ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!


__ O que é preciso fazer? -perguntou o pequeno príncipe.
__ É preciso ser paciente -respondeu a raposa. __ Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...


No dia seguinte o príncipe voltou.
__ Teria sido melhor se voltasses à mesma hora -disse a raposa. __ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... 


Texto: Diálogo entre a raposa e o Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry








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