sábado, 28 de novembro de 2009

Só por um instante.



Deixa-me ser teu porto...
Seguro, da segurança que o amor traz
Só por um instante...
Descansa da vida em meu colo
Que ele é um mundo só Teu
E que se fecha quando entras
Se faz silencioso, calmo e leve
Para que nada Te perturbe
Só por um instante...
E depois volto ao meu lugar.

{Λїtą}_ŞT




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Oferenda


Pára o tempo.
Cessam a respiração e os ruídos.
A vida fica suspensa por uns instantes,
Só o que existe é a ânsia de receber-Te.
Vem...
Preencher meus vazios,
Completar-me de Ti.


{Λїtą}_ŞT

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Se Falo, o Verbo é Amar


Amor é instrumento que pulsa e pausa.
No interlúdio de um beijo, eu calo...
Num falo...
Membro calmo, suave ao toque e olfato,
Quero moldá-lo, saudá-lo, salvá-lo...
Prová-lo... No fato, no ato...
Há tanto num beijo... Num falo!



E me falas com o olhar
E vens minha boca provar...
Assim me tens, deténs e me convéns...
Falo!
Profanas os meus sentidos. Reparo...
Me torno pantera, leoa, uma fera a seguir esse faro,
Que se ergue, ascendente e acende irreverente,
Reto, oblíquo e complacente regalo...
E folgo, me alimento, me salvo, me calo, num falo.



Te toco, digito teu texto e contexto de salto.
Te curto, num jeito...
Em rico deleite, escutas meu silêncio...
Num falo me calo...
Me espraio, em sentidos, em novos ruídos o faço pulsar
E tu que me sentes, meio morna, meio quente
No modo que sentes, me fazes chorar,
Já posso falar... Falo, escuto, osculo a mais desejar,
Me entendes, num falo... 



E me queres a calar...
És senhor do meu desejar, e em ondas provocas
Sabores, palores, que abrem caminho, num estalo...
Agora só penso, num falo.
Repousas, transbordas em espasmos...
Desperto em aromas de flores e cores,
Me consumistes servil...
E eu que amo a ti...
A ti, dou idéias e afagos...
Num falo.
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