Calam-se as palavras que a alma sente
O coração aperta, pulsátil, louco
Impele nas artérias o sangue impetuoso
Nutrindo as entranhas viscerais do querer
Docemente a ternura penetra fundo
Na carne ressequida da saudade
A nudez do corpo, veste as roupas da nostalgia.
O pensamento grita na noite escura e fria.
Silêncio, ninguém ouve
Só o vento geme baixinho, solidário.
O coração continua a compasso
Da lembrança possante do sentir.
Do desejo ardente do Teu ser
E Tu, distante mas…. presente.
Ignoras a força do meu querer.
Fica, olha-me mesmo que não me toques
Sente, inflama, não tenhas medo de Te calcinar
Transforma-Te em fogo ardente
Aquece meu coração,
Queima o meu corpo sedento do Teu
Fica, olha-me… queima-me…
Liliana Maciel



