Amor é instrumento que pulsa e pausa.
No interlúdio de um beijo, eu calo...
Num falo...
Membro calmo, suave ao toque e olfato,
Quero moldá-lo, saudá-lo, salvá-lo...
Prová-lo... No fato, no ato...
Há tanto num beijo... Num falo!
E vens minha boca provar...
Assim me tens, deténs e me convéns...
Falo!
Profanas os meus sentidos. Reparo...
Me torno pantera, leoa, uma fera a seguir esse faro,
Que se ergue, ascendente e acende irreverente,
Reto, oblíquo e complacente regalo...
E folgo, me alimento, me salvo, me calo, num falo.
Te toco, digito teu texto e contexto de salto.
Te curto, num jeito...
Em rico deleite, escutas meu silêncio...
Num falo me calo...
Me espraio, em sentidos, em novos ruídos o faço pulsar
E tu que me sentes, meio morna, meio quente
No modo que sentes, me fazes chorar,
Já posso falar... Falo, escuto, osculo a mais desejar,
Me entendes, num falo...
E me queres a calar...
És senhor do meu desejar, e em ondas provocas
Sabores, palores, que abrem caminho, num estalo...
Agora só penso, num falo.
Repousas, transbordas em espasmos...
Desperto em aromas de flores e cores,
Me consumistes servil...
E eu que amo a ti...
A ti, dou idéias e afagos...
Num falo.